Huawei Está à Venda?

Ren Zhengfei parece preparado para vender toda a tecnologia Huawei 5G a um comprador ocidental 

By The Economist Sep 12th 2019

Em um átrio projetado para evocar a Grécia antiga – cercada por colunas de pedra e seis aproximações imponentes das cariátide – era justo que Ren Zhengfei, executivo-chefe da Huawei, estendesse um ramo de oliveira ao Ocidente: um pedaço de sua empresa.  O edifício palaciano no amplo campus da Huawei em Shenzhen abriga uma sala de exposições que exibe orgulhosamente a tecnologia de “quinta geração” (5G) da gigante chinesa de telecomunicações.  As redes de telefonia móvel ultra-rápidas e ultra-cobiçadas em breve conectam tudo, de carros a robôs industriais. 

É essa tecnologia 5G – central para o crescimento futuro da receita da Huawei – que Ren disse que estava pronto para compartilhar, em uma entrevista de duas horas com o The Economist em 10 de setembro.  Por uma taxa única, uma transação concederia ao comprador acesso perpétuo às patentes, licenças, códigos, códigos técnicos, projetos técnicos e know-how de produção existentes da Huawei.  O adquirente pode modificar o código-fonte, o que significa que nem a Huawei nem o governo chinês teriam controle hipotético de qualquer infraestrutura de telecomunicações construída com equipamentos produzidos pela nova empresa.  A Huawei também estaria livre para desenvolver sua tecnologia em qualquer direção que desejar. 

A Huawei esteve em uma ofensiva de charme este ano.  Isto tem levado Ren a sair uma vez por mês desde janeiro para receber prêmios em entrevistas com meios de comunicação internacionais.  Mas a idéia de transferir sua “pilha” de 5G para um concorrente é de longe a oferta mais ousada a surgir.  “É difícil criar precedentes semelhantes na história da tecnologia”, diz Dan Wang, da Gavekal Dragonomics, uma empresa de pesquisa. 

O objetivo declarado de Ren é criar um rival que possa competir em 5G com a Huawei (que manteria os contratos existentes e continuaria a vender seu próprio kit de 5G).  Para ele, isso ajudaria a nivelar o campo de jogo em um momento em que muitos ocidentais ficaram alarmados com a perspectiva de uma empresa chinesa fornecer o equipamento para a maioria das novas redes de telefonia móvel do mundo.  “Uma distribuição equilibrada de interesses é propícia à sobrevivência da Huawei”, diz Ren. 

Sem brincadeiras.  Um ataque de meses por parte da América atacou a empresa, cujas redes globais suspeita permitir que a China espie outras pessoas.  Os Estados Unidos também tentaram pressionar os aliados a não usarem os equipamentos da Huawei quando eles começaram a construir suas próprias redes 5G.  Em maio, as empresas americanas foram impedidas de vender componentes e software para a Huawei, alegando que ela representava um risco à segurança nacional.  No mês passado, os EUA impediram as agências governamentais de negociar com ele (a empresa está contestando essa proibição em tribunal). 

À primeira vista, o gesto de Ren tem muito a oferecer.  Se a venda acabasse dando origem a um concorrente próspero, países como a Austrália (que proibiu o equipamento da Huawei) não precisariam mais escolher, por um lado, a tecnologia em suas redes de ponta e barata, como a Huawei, e, por outro lado, temores de espionagem chinesa.  Eles poderiam ter a melhor tecnologia de um aliado.  As decisões sobre a compra de equipamentos de telecomunicações poderiam então retornar dos políticos às salas de reuniões pragmáticas. 

O gesto também pode convencer os suspeitos da tecnologia da Huawei de que as intenções de negócios da empresa são duras.  Ren diz que o dinheiro do acordo permitiria à Huawei “avançar ainda mais”.  O valor de todo o portfólio de tecnologia de 5G da empresa, se fosse vendido, poderia chegar a dezenas de bilhões de dólares.  Na última década, a empresa gastou pelo menos US$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento para a nova geração de conectividade móvel. 

Ao dizer que quer criar uma corrida tecnológica mais justa, Ren também está tentando dissociar os temores de segurança americanos daqueles do domínio de mercado da Huawei.  Sua oferta é “essencialmente chamar a atenção deles”, diz Samm Sacks, da New America, um think tank em Washington.  Como ela ressalta, o governo dos Estados Unidos está trabalhando em como criar um rival para a Huawei, seja promovendo empresas americanas ou ajudando a fortalecer seus dois principais concorrentes globais: Ericsson, uma empresa sueca, e Nokia, uma finlandesa.  Também estão em andamento movimentos para tornar certos componentes das redes móveis intercambiáveis entre si, para permitir que as operadoras misturem e combinem com os fornecedores mais facilmente.  A Openran, um órgão de padrões, quer que fabricantes de infraestrutura como a Huawei cheguem a um acordo sobre os padrões da tecnologia em suas redes que transportam dados para facilitar a operação conjunta.  Até agora, a Huawei se recusou a participar. 

No entanto, as questões sobre a viabilidade do negócio são abundantes.  A China aceitaria se apossar de uma parte essencial de uma de suas poucas corporações mundialmente poderosas?  Para melhor ou pior, o 5G se tornou um proxy para a superpotência.  Como Ren disse ao The Economist, “5G representa velocidade” e “os países que têm velocidade avançarão rapidamente.  Pelo contrário, países que perdem velocidade e excelente tecnologia de conectividade podem sofrer desaceleração econômica. ” 

Mesmo que o estado chinês tenha abençoado, quem poderia ser o comprador?  Ren diz que “não faz ideia”.  Analistas suspeitam que gigantes como Ericsson e Nokia aceitariam uma oferta por orgulho e questionariam o valor da tecnologia da Huawei.  (Tendo registrado perdas no ano passado, elas também estão com pouco dinheiro.) A tecnologia pode não ajudar uma empresa menor a competir em pé de igualdade com a Huawei.  A empresa chinesa está tão bem consolidada com as grandes operadoras, dizem os consultores, que não faria sentido financeiro para a maioria delas contratar um novo fornecedor.  A Samsung, uma gigante da eletrônica sul-coreana, tem bolsos profundos e um negócio pequeno, mas crescente, de equipamentos de rede – e sem concorrentes rivais, poderia gerar uma barganha difícil.  Um consórcio de compradores é possível;  quem inventaria um não é claro, no entanto. 

Os pretendentes podem ser adiados por outras considerações.  Se a Huawei estiver realmente pronta para transferir toda a sua tecnologia para outra empresa, então, como assinala Wang, “ela deve aceitar o risco de um grande concorrente no futuro”.  Mas o domínio da Huawei deve tanto à tecnologia quanto aos baixos preços e à velocidade com que ela pode lançar os produtos, diz Sacks.  Sua disposição em servir lugares em que as empresas ocidentais evitam também é um fator: quem além da Huawei passaria por pântanos da malária na África e transportaria estações-base pelos flancos das montanhas colombianas?  Ren sabe disso.  Perguntado se ele achava que uma empresa americana, com o precioso know-how da Huawei em mãos, seria capaz de realizá-lo, ele disse com arrogância: “Acho que não.” Mas os potenciais compradores também o conhecem. 

Por fim, poucos acreditam que uma venda aplacaria o aparato de segurança nacional da América, pelo menos no curto prazo.  Um novo concorrente quase certamente ainda precisaria fabricar equipamentos na China, que produz metade do kit de telecomunicações da América.  As preocupações com a interferência chinesa não desapareceriam.  E a mais recente ofensiva da Huawei não é só charme.  Na semana passada, acusou as autoridades americanas de cometer infrações enquanto se apresentavam como trabalhadores da Huawei, a fim de “fazer acusações sem fundamento contra a empresa”.  Também acusou o governo americano de atacá-lo com ataques cibernéticos.  Isso pode azedar as relações. 

A proposta do Sr. Ren poderia, então, ser um sinal de desespero?  Nem um pouco disso, ele diz.  Ele afirma que a Huawei encontrou fornecedores alternativos para seus negócios de infraestrutura de rede que não são afetados por sua lista negra na América.  Ele nega que a empresa faça uma perda no próximo ano. 

No entanto, o negócio do consumidor está sob pressão.  Metade das vendas de US $ 105 bilhões da empresa no ano passado vieram dos 208 milhões de smartphones vendidos em todo o mundo.  O mesmo aconteceu com uma participação enorme nos lucros.  Este negócio está em apuros.  Os telefones que a Huawei vende fora da China são dispositivos de comunicação desejáveis, em grande parte graças ao software proprietário disponível exclusivamente no Google.  O Android, o sistema operacional móvel do Google, usado pela Huawei, é de código aberto e está disponível gratuitamente.  Mas os aplicativos da gigante americana de tecnologia não são.  Como o Google é americano e seus aplicativos são compilados nos Estados Unidos, a proibição do Departamento de Comércio de vendas de tecnologia americana para a Huawei se aplica a eles. 

Ren diz que o Google pressiona o governo Trump para permitir que ele volte a fornecer à Huawei o software proprietário Android, mas até agora sem sucesso.  A menos que a política americana mude, a Huawei continuará paralisada com a versão de código aberto do Android, sem nenhum dos aplicativos que os consumidores esperam.  A empresa chinesa está desenvolvendo seu próprio sistema operacional, o Harmony OS, mas não será rival do maduro ecossistema Android nos próximos anos. 

Isso significa que todos os novos telefones Huawei serão enviados sem o Gmail, Google Maps, YouTube ou, crucialmente, Google Play Store.  A Play Store é o que permite aos usuários do Android baixar aplicativos como WhatsApp, Instagram e Facebook com facilidade.  O WhatsApp, em particular, tornou-se um modo padrão de comunicação em grande parte do mundo fora da América.  A menos que seu governo pare, os novos smartphones da Huawei serão pouco mais do que câmeras decentes que fazem chamadas telefônicas.  A empresa lançará o Mate 30, o primeiro telefone topo de gama desde a sua lista negra, no dia 19 de setembro em Munique.  A Huawei afirma que seus recursos de hardware aumentarão as vendas.  Mas é improvável que um telefone que não possua funções básicas seja um sucesso.  Um negócio de consumo enfraquecido prejudicaria os lucros. 

A participação da Huawei no mercado chinês de smartphones, onde nunca se baseou nos aplicativos do Google, está crescendo rapidamente.  Mas dois quintos de suas vendas anuais por telefone, ou aproximadamente US $ 20 bilhões, vêm de fora do país.  Embora os executivos da empresa tenham recusado repetidamente compartilhar quaisquer projeções, o crescimento da receita em toda a empresa nos oito meses a agosto diminuiu para 20%, ano a ano, de 23% no primeiro semestre de 2019. Se o Mate 30 e seus sucessores fracassarem,  A Huawei perde bilhões de dólares em receita anual. 

Desafios semelhantes da cadeia de suprimentos afetam outras partes de seus negócios.  Seus codificadores são ferramentas de software de programação conhecidas como compiladores e bibliotecas, usadas para criar o software que fornece todo tipo de dispositivo eletrônico, não apenas smartphones, mas também equipamentos de rede.  Assim como o Android, a Huawei teria que criar sua própria versão e um ecossistema tecnológico ao seu redor.  Esses ecossistemas levam anos para evoluir e há apenas uma empresa a fazer para estimular essa evolução, que conta com desenvolvedores de terceiros, com seus próprios objetivos e incentivos.  A experiência da Huawei em tecnologia alta e difícil é de pouca utilidade aqui. 

E, apesar das garantias de Ren, as finanças da Huawei estão sendo reduzidas.  Até ele admite que suas relações com grandes bancos ocidentais, como o hsbc e o Standard Chartered, foram interrompidas.  Ainda assim, a empresa tem muito dinheiro e ele diz que os bancos menores continuam dispostos a emprestar a ele.  O Banco de Desenvolvimento Chinês, que supostamente estendeu linhas de crédito para a Huawei e a zte, uma concorrente chinesa, no passado, pode aumentar se necessário.  Ren e seus subordinados afirmam repetidamente que o fluxo de caixa é “saudável”, apontando para o furioso trabalho de construção da empresa.  Acabou de concluir um campus de pesquisa de 120 hectares e US $ 1,4 bilhão. 

A Huawei está sendo forçada a se transformar de uma empresa que fabrica e vende hardware em uma que também produz muitos componentes que costumava comprar de outras empresas.  Esse tipo de mudança pressiona uma empresa.  Sua vaca leiteira está ameaçada, mesmo tendo que investir pesadamente para substituir os fornecedores e o software que não pode mais receber da América.  Ren pode esperar que sua venda discutida da tecnologia 5g da Huawei lhe dê combustível suficiente para que a empresa voe cada vez mais alto.  Mas olhe por trás dos afrescos vistosos de Shenzhen e seu gesto mais vistoso, e o futuro da Huawei parece decididamente nebuloso. 

Aliança busca um sistema mais inteligente para o varejo de alimentos

A IMS Evolve, uma empresa de Internet das Coisas Industrial (IIoT), anunciou uma parceria estratégica com a Current, desenvolvida pela GE, para fornecer soluções de IoT ao setor de varejo de alimentos.  A parceria aproveita os recursos de integração e automação do IMS Evolve e a infraestrutura de controles sem fio da Current Daintree para ajudar os varejistas de alimentos a reduzir custos operacionais e melhorar a experiência do cliente.

A nova parceria visa gerar economia de energia, desperdício e manutenção, aproveitando dados em tempo real dos ativos em toda a empresa.  De acordo com os parceiros da aliança, uma mercearia regional dos EUA instalou recentemente o sistema em quase 200 lojas e está no caminho de economizar centenas de milhares de dólares nos próximos meses, simplesmente identificando e removendo o excesso de ciclos de degelo em casos de refrigeração.  O cliente estima que o projeto proporcionará mais de US $ 1,2 milhão em economia anual por meio de uma combinação de refrigeração, HVAC e economia de energia relacionada à iluminação, além de reduzir a deterioração dos alimentos em 30% e reduzir as chamadas de manutenção reativa em 25%.

A plataforma IMS Evolve IIoT integra infraestrutura e sistemas de refrigeração, iluminação e HVAC existentes, fornecendo acesso a dados acionáveis em tempo real e em toda a frota em uma única plataforma, sem a necessidade de substituição e substituição.  O software pode ser executado de forma nativa no controlador de área sem fio (WAC) da Current, com os dados sendo adquiridos e aproveitados pelo sistema IMS para impulsionar a automação do processo.

PRÉ-LANÇAMENTOS DA ENERGIA 2020

A Energia lançará várias novidades sobre sua Linha de Produtos para 2020.

Algumas dessas novidades serão antecipadas a partir das Feiras da SET em São Paulo, da BIRTV em Beijing e da IBC em Amsterdam.

TC-LJ – Carregador Super Rápido

Enfim um carregador para quem não tem tempo a perder!

Trata-se de um carregador portátil com 8A de capacidade, isso significa 4 vezes mais potente que os carregadores comuns. Os tempos de Carga serão reduzidos extremamente.

POCKELITE F7

É uma luminária que todos os diretores de fotografia e cinegrafistas iram desejar ter no bolso da jaqueta.

É uma luminária tipo On-Camera, RGBW com mais de 16 milhões de cores e geradora de efeitos, capaz de simular as luzes de veículos de emergência (polícia, ambulância e bombeiros) e inúmeros outros efeitos.

Acordeon

Luminária com lente Fresnel de cristal e superpotente, 10.340 lux@3m@180 (equivalente mais de 4KW de tungstênio com filtro daylight).

Possibilidade de ajustes de intensidade (dimmer) e de foco por DMX.

Luz de alta qualidades com TLCI acima de 98%.

Alimentação por AC ou por baterias tipo V-Mount ou Golden Mount.

Fox versus Anatel

Oferta de canais lineares pela Internet vai além da Fox e mostra cenário complexo

By SAMUEL POSSEBON

samuca@teletime.com.br

A Anatel tem dito em diferentes manifestações sobre a cautelar imposta à Fox contra a oferta pela Internet de conteúdos lineares diretamente ao assinante, que este é um caso único, mas com grande potencial de se multiplicar rapidamente pelo mercado, causando um desequilíbrio competitivo com as operadoras de TV por assinatura. A Anatel diz que precisa entender melhor o cenário, tanto que abriu uma coleta de subsídios até dia 15 de agosto, e por isso optou por congelar o cenário atual, o que seria um quadro de mais fácil reversão, impondo a cautelar. Mas a análise do que já é realidade no mercado mostra um cenário bem mais complexo.

Um levantamento feito por este noticiário mostra que existem outros casos, anteriores à cautelar, em que canais de TV paga lineares podem ser contratados sem a necessidade de uma operadora de TV por assinatura intermediando o processo.

O aplicativo PlayPlus, da Record, por exemplo, permite a contratação mediante assinatura no pacote de R$ 12,90 do canal Disney Jr. e no pacote de R$ 32,80 é possível assinar os canais Disney e Disney XD, além dos canais ESPN, ESPN Brasil e ESPN 2. Todos eles estão em suas versões lineares e simultâneas (apenas com o delay normal de transmissões por streaming) ao que está sendo exibido na TV paga. Vale lembrar que hoje a Fox, que foi alvo da cautelar da Anatel, foi comprada pela Disney, controladora dos canais Disney e ESPN.

Já o portal UOL também oferece, por uma assinatura de R$ 21,90, os canais lineares da ESPN, além do Esporte Interativo Plus no pacote UOL Esporte Clube. No caso do IE Plus, é importante ressaltar que também houve uma denúncia da Claro contra o serviço, mas a Anatel entendeu que por se tratar de conteúdo esporádico, mesmo que ao vivo, não haveria indícios de caracterização como um serviço de TV paga. O UOL Esporte Clube foi lançado em abril de 2018, praticamente ao mesmo tempo dos serviços do Fox +.

Teles apostam no OTT

Além destes serviços que oferecem canais lineares por assinatura sem a intermediação de uma operadora de TV paga, as próprias operadoras de telecomunicações estão oferecendo, por meio de aplicativos (OTT), conteúdos de canais lineares, mas sem obrigatoriamente exigir uma assinatura de TV por assinatura. Os canais ESPN, assim como os canais Fox e Fox Sports, estão disponíveis, por assinatura, para assinantes dos serviços móveis e de banda larga da Oi e da Vivo. A Oi oferece ainda a possibilidade de contratação dos canais MTV e RTP. Os modelos variam. No caso da Vivo, a assinatura de cada serviço OTT pode ser feita individualmente, com cobrança em conta. No caso da Oi, além da cobrança individual por aplicativo, tanto para clientes de celular (SMP) quanto de banda larga (SCM), ainda é possível trocar créditos por estes serviços. As empresas têm dito publicamente que apostam no modelo de hub de conteúdos, inclusive lineares, mas no modelo OTT, razão pela qual não parecem apoiar a posição da Claro de exigir que a oferta de canais lineares seja feita dentro do Serviço de Acesso Condicionado.

A diferença destes casos para o caso que a Anatel analisou ao emitir a cautelar contra a Fox é que, no caso Fox, a programadora faz a comercialização direta, sem intermediários. Nos casos do PlayPlus e do UOL Esporte Clube, os intermediários são respectivamente a Record (dona do aplicativo PlayPlus) e o portal UOL, controlado pelo Grupo Folha. Nenhum deles é operador de telecomunicações nem têm outorga de Serviço de Acesso Condicionado. Estes serviços estão disponíveis desde 2018.

No caso das operadoras de telecomunicações Oi e Vivo, a comercialização dos aplicativos OTT dos canais se dá como Serviço de Valor Adicionado, sem que haja com os usuários um contrato de SeAC, apesar de as duas empresas terem também a oferta de TV por assinatura tradicional. Tanto os contratos de prestação de serviço quanto as informações fornecidas pelas assessorias de imprensa confirmam que não existe um contrato de SeAC com o assinante. A Oi tem planos para o segundo semestre de abrir o acesso à plataforma OTT para qualquer pessoa, e não apenas aos seus clientes, com pagamento via cartão de crédito. A Claro, que fez a denúncia contra a Fox e é a maior operadora do Brasil, só oferece aos seus clientes de celular o acesso ao serviço on-demand Claro Vídeo. A TIM só oferece o Netflix (on-demand) como serviço de vídeo.

Mudança de estratégia

Como se percebe, a maior parte dos casos de canais lineares envolve conteúdos ESPN/Disney. De fato, em 2017 e 2018, a programadora ampliou o número de parcerias de distribuição na TV paga e também na banda larga, e não havia nenhuma sinalização dos reguladores de que isso não seria permitido. Contabilizando todos os acordos da ESPN/Disney, foram mais de 50 contratos fechados no último ano, com destaque para o volume de empresas provedoras de banda larga que passaram a distribuir conteúdos da programadora (foram 26 ISPs).

A este noticiário, a ESPN informou estar em fase de reestruturação de todos os produtos não voltados para operadores de TV paga e mudanças na estratégia de vendas. Com isso, haverá um processo de transição grande junto aos provedores.

Um dos argumentos da Anatel colocados para dar a cautelar contra a Fox é que a programadora, ao ofertar a assinantes seus serviços diretamente, deveria ter uma outorga de TV paga (telecomunicações), o que é proibido por conta da limitação de propriedade cruzada colocada pela lei do SeAC, que impede concessionárias de radiodifusão, produtoras e programadoras de controlarem empresas de telecomunicações. Nos casos listados acima, o PlayPlus, por ser controlado pela Record, poderia ser enquadrado da mesma maneira. No caso do UOL, trata-se de uma empresa jornalística, não de uma produtora de conteúdo, mas sem a outorga de telecom.

Cotas e canais obrigatórios

No caso das operadoras de telecomunicações que fazem distribuição de aplicativos OTT de canais lineares por assinatura, o problema seria o outro argumento que a Anatel utiliza nestes casos: o de preservação de outros dispositivos da lei do SeAC, como a distribuição empacotada de canais obrigatórios e das cotas de programação. Em nenhum dos pacotes ou lojas de aplicativos das teles estão sendo distribuídos, por streaming, os canais obrigatórios previstos na legislação de TV paga (TVs Câmara, Senado, Justiça entre outros) nem são observadas cotas de canais nacionais, como prevê a lei. Até porque a assinatura dos aplicativos individuais é feita pelo usuário, de forma desempacotada. Mesmo que houvesse aplicativos da TV Câmara e TV Senado disponíveis, por exemplo, o usuário poderia simplesmente não os instalar.

Outro elemento que acrescenta complexidade para a análise de cenários que a Anatel terá que fazer após a coleta e subsídios sobre a oferta de canais pela Internet, que se encerra no dia 15 de agosto, é em relação aos canais das redes abertas de TV. Aos usuários de TV por assinatura, estes canais passaram a comercializados após a digitalização dos sinais e fim das transmissões analógicas. Mas eles também estão disponíveis para recepção aberta, por streaming em outras plataformas (como o GloboPlay e o PlayPlus, além dos sites das próprias emissoras), de graça.

E na semana passada foi anunciado o aplicativo Guigo TV, que inclui canais esportivos, canais infantis, canais eróticos, canais étnicos e canais abertos, todos lineares, que são comercializados por operadoras de TV por assinatura tradicionais. Entre os canais ofertados pela Guigo TV estão ESPN, Disney, Disney XD, Disney Junior, TV Rá Tim Bum, Band, TV Cultura, Kartoon Circus, TV Cartoon, Al Araby (Inglaterra), Bloomberg (EUA), RAI (Itália), TV5 Monde (França), Deutsche Welle (Alemanha), BBC World News (Inglaterra), SexPrive, FashionTV, Global Fashion Channel e os exclusivos Al Jazeera (Catar), Las Estrellas (México), TLN Network (México), TV Azteca (México), RCN (Colômbia) e Trace (França).

Existem ainda dezenas de canais que já oferecem seus conteúdos no modelo on-demand pela Internet, alguns com assinatura direta ao consumidor. nenhum destes casos foi contestado pela Claro, nem são objeto de preocupação da Anatel. A agência apontou apenas a linearidade de canais nativos da TV por assinatura como razão para impor a cautelar à Fox impedindo a oferta direta ao assinante.

Evento

Nos dias 30 e 31 de julho este noticiário organiza em São Paulo o PAYTV Forum 2019, evento voltado ao debate dos temas de TV por assinatura. Todas as operadoras de telecomunicações e os principais canais estarão presentes ao evento, e haverá ainda um debate com a Anatel sobre as questões regulatórias que estão colocadas. A Ancine também participa do encontro. Mais informações sobre o evento, incluindo a relação de participantes, temas e condições de inscrições podem ser obtidas pelo site http://www.paytvforum.com.br.

(Colaboraram Bruno do Amaral, Fernando Lauterjung, Henrique Julião e Mariana Toledo)

Pockelite F7

Uma joia que não pode faltar

A Energia lança o PockeLite F7 a primeira luminária On-Camera RGBW.

Super completa ela dispõe de todos os efeitos: Carro de polícia, ambulância, bombeiros, simula incêndio, relâmpagos, tela de TV, etc… e claro, todas as cores do arco-íris (HSI 0-360) e com luz branca de 2500K à 7000K com CRI acima de 97%.

Feita para durar, ela é toda metálica e com acabamento sofisticado tem espessura de 15mm apenas.

Pequena no tamanho, mas forte na iluminação com 12W gera uma iluminâcia de ate 4060 lux em 0,3m.

A Pockelite F7 é equipada com bateria interna íon de lítio com 30.000mAh, que garante mais de 2h de operação a cada recarga. Podendo ser recarregada por porta USB tipo C

Especificações:

Modelo: F7
Consumo: 12W 
Capacidade da bateria interna: 7.4V/3000mAh 22.2Wh 
Bi-Color: ajustável 2500K-9000K 
HSI: Hue (0-360)/Saturação 0-100/Intensidade 0-100%
Efeitos: Polícia, Ambulancia, TV, Relâmpagos, etc
Alimentação: 5V-15V 2A / Carga rápida QC3.0 através da porta USB Type-C  
CRI: 95+ 
Iluminância: 4060lx@0.3m  
Dimensões: 156 x 80 x 15mm 
Massa: 300g 

NOVAS BATERIAS

A Energia lança uma nova linha de baterias com preços abaixo do praticado no mercado e com novas funcionalidades.

As novas baterias usam as mais modernas células de Íon de Lítio que resulta num aumento de energia porem com uma grande redução de preços.

Todas as baterias desta série trazem também conectores complementares tipo USB e D-Tap que permitem a utilização das baterias para alimentar outros dispositivos como luminárias, celulares, tabletes, etc.

NET X INTERNET

Publico a seguir a nota de repúdio conjunto, emitida pela ABERT e pela ABRATEL contra a atitude da ANATEL que proibiu a exibição do canal FOX+ na internet.

Sugiro também que leiam o texto explicativo deste blog após a Nota de Repúdio.

“NOTA DE REPÚDIO

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABRATEL) consideram inadmissível a concessão de medida cautelar pela área técnica da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que proibiu a FOX do Brasil de oferecer a sua programação diretamente pela internet, de forma paga, sem a contratação de um pacote de TV por assinatura. Para a Anatel, quando se tratar de mesma programação, somente assinantes de TV fechada podem ter acesso ao conteúdo oferecido na internet.

 Diante da complexidade da discussão e “da existência de razoável dúvida jurídica sobre o grau de alcance da Lei nº 12.485/2011” (“Lei do SeAC”), como afirma a própria Anatel, é injustificável a adoção de medida cautelar sem qualquer análise da Procuradoria Federal Especializada e do próprio Conselho Diretor da Agência.

 É princípio básico que decisões cautelares desta natureza sejam tomadas somente com fortes evidências, por seu colegiado, e não em meio a uma dúvida jurídica publicamente assumida pela Agência, sobretudo quando reconhece a necessidade de realização de consulta pública para aprofundar a discussão junto à sociedade.

 A decisão representa um claro retrocesso no direito do consumidor à oferta de conteúdos e pacotes variados a preços competitivos. Representa, ainda, violação à livre iniciativa e concorrência, à liberdade econômica e à inovação tecnológica, sem qualquer preocupação com as consequências para o mercado, afetando diretamente os usuários de internet. Trata-se de descabida, inaceitável e ilegal intervenção estatal no exercício das atividades econômicas.

 Mais do que isso, a decisão contraria frontalmente a visão do governo, refletida na Medida Provisória 881/2019 (Declaração de Direitos de Liberdade Econômica), que rechaça o abuso de poder regulatório que promova reserva de mercado ao favorecer grupo econômico em detrimento da concorrência, exceto no caso de previsão explícita em lei. A prova da falta de tal previsão está justamente na reconhecida dúvida da área técnica da Anatel sobre o tema. A Liberdade Econômica condena a intervenção do Estado sobre a atividade econômica, em especial na esfera de inovação tecnológica.

 Para as duas associações, a área técnica da Anatel erra ao estender a aplicação da Lei do SeAC para o ambiente da internet pública, que não pertence à referida lei, restringindo o livre acesso à informação, conteúdo e aplicativo, em evidente afronta ao princípio da neutralidade de rede do Marco Civil da Internet. A oferta de conteúdo linear programado ou não pela internet, mediante remuneração, corresponde a clássico Serviço de Valor Adicionado (SVA), fora das atribuições do órgão regulador.

 Na prática, a cautelar imposta pela área técnica criou uma autenticação tecnicamente injustificável, que implica em verdadeira reserva de mercado para operadoras de televisão por assinatura serem artificialmente contratadas apenas para validar o acesso dos consumidores a conteúdos na internet.

 A decisão, por fim, extrapola competência, também, ao interferir no livre acesso ao conteúdo online e justificar tal medida como necessária para proteção à produção de conteúdo audiovisual nacional, matéria sabidamente de atribuição da Agência Nacional do Cinema (ANCINE).

 Os radiodifusores são produtores de conteúdo e devem estar livres para adotar modelos de negócios condizentes com as evoluções tecnológicas.

 A ABERT e a ABRATEL irão recorrer da decisão e confiam que os diretores da Anatel irão apreciar e revogar a medida cautelar para o pronto restabelecimento da segurança jurídica, a garantia da ordem econômica e o respeito à legalidade.”

“O Brasil não é para principiantes”. 

Não me lembro que foi o autor desta frase, mas ela é verdadeira e as consequências para quem a ignora são ruins e criam muita insegurança.

O mais recente caso foi da FOX+, que replicou na Internet a sua programação exibida pela NET.

A CLARO/NET fez uma denúncia baseada na Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAc) e a FOX+ foi obrigada liminarmente , pela ANATEL a retirar o conteúdo da Internet sob pena diária de R$100.000,00.

Mas a FOX+ estava amparada pelo Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) e pela lei que criou o Serviços de Valor Agregado (SVA) que regula a exibição de conteúdo na Internet e os serviços OTT em que o assinante acessa diretamente o conteúdo na Internet sem necessidade de nenhum aparelho adicional (NETFLIX, GOOGLE, AMAZON, GLOBOPLAY, etc).

Interesses comerciais a parte, a legislação brasileira tem que acabar com esse emaranhado de leis e de regulamentos, muitas das vezes conflitantes, para deixar de ser um país de “espertalhões”.

HDR – O QUE SIGNIFICA

Se você tem ido aos Shoppings recentemente para comprar uma TV, provavelmente notou que os fabricantes pararam de anunciar as TVs 4K Ultra HD como a novidade. Hoje em dia, tudo gira em torno do HDR – High Dynamic Range (alto alcance dinâmico). Este é apenas mais um termo de marketing inteligente para fazer você se sentir como se sua TV estivesse desatualizada? Em uma palavra: Não.

Embora a resolução mais alta de uma TV 4K Ultra HD ofereça mais pixels, uma TV HDR pode fazer mais com esses pixels. Mas o que é TV HDR?

HDR ou faixa dinâmica alta pode fornecer um nível mais alto de contraste entre imagens claras e escuras na tela para criar uma imagem muito mais realista. Isso pode não parecer muito no papel, mas, na realidade, pode ser muito significativo. Na verdade, tudo o que precisamos é ver o aumento de contraste e profundidade de cor da TV HDR de uma pessoa para perceber que ela representa um salto dramático em relação à 4K antiga.

HDR: O BÁSICO

O contraste é a diferença entre os brancos mais brilhantes e os pretos mais escuros que uma TV pode exibir, conforme medido em candelas por metro quadrado (cd/m2), conhecido como nits. O ideal low end é completamente preto, ou zero nits – atualmente só é possível em displays OLED, o que pode desligar completamente os pixels. No topo, é uma história diferente. As TVs de faixa dinâmica padrão geralmente produzem de 300 a 500 nits no máximo, mas, em geral, as TVs HDR têm um objetivo muito maior. Alguns modelos de alto nível podem exibir mais de 2.000 nits de brilho máximo para realces de HDR. A Sony exibiu um protótipo de TV capaz de impressionar 10.000 nits de brilho máximo.

Em abril de 2016, a Aliança UHD – um grupo da indústria formado por empresas como Samsung, LG, Sony, Panasonic, Dolby e muitos outros – anunciou a certificação Ultra HD Premium para players de Blu-ray UHD. Esse benchmark define algumas metas básicas para o HDR, como a capacidade de exibir até 1.000 nits de brilho máximo e uma profundidade de cor mínima de 10 bits. Os melhores modelos de TV HDR não apenas atenderão a esses padrões, mas os excederão, com suporte para mais de uma tecnologia HDR principal. À medida que a tecnologia avança, vemos as TVs excederem esses padrões iniciais aos trancos e barrancos.

Um aspecto interessante da certificação UHD Premium é que ela se concentra na diferença entre os brancos mais brilhantes e os pretos mais escuros, e não no brilho máximo real. Em outras palavras, se sua TV pode gerar um nível de preto quase perfeito (como o OLED pode fazer), ela não precisa ficar tão brilhante quanto uma TV que não pode oferecer pretos perfeitos. É por isso que tanto os televisores OLED como os LED podem satisfazer os requisitos HDR, apesar de terem um brilho de pico muito diferente.

Embora existam vários formatos HDR, existem atualmente dois grandes players: o formato Dolby Vision proprietário da Dolby e o padrão aberto HDR10. Dolby foi a primeira a participar da festa e, por um curto período, a Dolby Vision era essencialmente sinônimo de HDR, mas nem todo fabricante queria jogar pelas regras da Dolby (ou pagar suas taxas), e muitos começaram a trabalhar em suas próprias alternativas. As empresas rapidamente perceberam que isso poderia levar à loucura, e muitos fabricantes populares, incluindo LG, Samsung, Sharp, Sony e Vizio, acabaram concordando com o padrão aberto HDR10. Ambos os formatos atendem aos padrões da UHD Alliance mencionados acima, mas a maneira como eles o fazem varia muito.

HDR10

Embora a Dolby Vision possa ter sido a primeira, o HDR10 é atualmente o formato mais popular, apoiado por uma ampla gama de fabricantes de TV. O formato não é tecnologicamente tão avançado quanto as especificações teóricas da Dolby Vision, mas também não há a maioria das TVs habilitadas para Dolby Vision que você pode comprar no momento.

O padrão HDR10 foi codificado pela Consumer Technology Association, o mesmo grupo por trás da Consumer Electronics Show anual. A especificação atualmente usa profundidade de cor de 10 bits, enquanto o Dolby Vision usa 12 bits. Ambas oferecem milhões de cores por pixel, e a diferença será difícil de detectar, dependendo de como um determinado filme ou programa de TV é iluminado. Como um dos objetivos do HDR é oferecer um maior volume de cores, uma profundidade de cor maior é desejável e uma iluminação com LEDs de largo espectro é fundamental.

Pelo menos na teoria, mas mesmo a profundidade de cor de 10 bits é um avanço maior em relação à profundidade de cor de 8 bits usada na faixa dinâmica padrão TVs.

Embora o HDR10 seja mais seguro do que o Dolby Vision, também é mais viável para os fabricantes implementarem no momento.

Tanto o HDR10 quanto o Dolby Vision usam metadados que percorrem o sinal de vídeo por um cabo HDMI e permitem que o vídeo de origem indique a uma TV como exibir cores. O HDR10 usa uma abordagem bastante simples, enviando metadados uma vez no início de um vídeo. Isso é o suficiente para dizer essencialmente à TV: “Este vídeo é codificado usando HDR e você deve tratá-lo dessa maneira”. Mas, como mostraremos mais adiante, a Dolby Vision tem uma abordagem mais completa.

Embora o HDR10 seja mais seguro do que o Dolby Vision quando se trata de tecnologia, também é mais viável para os fabricantes de TV implementarem no momento, tornando-se o mais popular dos dois formatos. Além disso, o HDR10 é um padrão aberto – os fabricantes de TV podem implementá-lo gratuitamente. Também é recomendado pela Aliança UHD, que geralmente prefere padrões abertos a formatos proprietários.

 

HDR10+

Depois, há a questão do HDR10 +, que a Samsung e a Amazon anunciaram em abril de 2017. O HDR10+ funciona muito mais como o Dolby Vision, usando metadados dinâmicos que permitem que TVs ajustem o brilho cena por cena ou até mesmo quadro a quadro. Uma maneira de diferenciar do Dolby Vision é a profundidade de bits de cor, que, como o HDR10, é limitada a uma profundidade de cor de 10 bits. Isso pode, eventualmente, limitar sua longevidade, mas não importará no curto prazo devido a limitações de hardware e conteúdo. A Samsung está tão otimista quanto ao formato que a empresa adicionou o suporte a HDR10+ em todas as suas TVs QLED em 2018 e continua a suportar o formato em suas novas TVs. Apenas duas outras empresas prometeram suporte ao HDR10+ até agora: ele está disponível na linha 4K OLED da Panasonic (não disponível nos Estados Unidos) e no início de 2019 a Philips anunciou que algumas de suas novas TVs (algumas das quais serão vendidas nos EUA) suporte a todos os padrões HDR existentes, incluindo HDR10+.

 

VISÃO DA DOLBY

Embora o HDR10 seja atualmente suportado por mais TVs, isso pode nem sempre ser o caso. Em termos de puro poder tecnológico, a Dolby Vision tem uma clara vantagem, mesmo com as TVs atuais. Conforme mencionado acima, a superioridade da Dolby Vision pode se tornar ainda mais aparente no futuro.

O suporte da Dolby Vision à profundidade de cor de 12 bits, ao contrário da profundidade de cor de 10 bits suportada por HDR10 e HDR10+, pode permitir cores mais vibrantes e melhor precisão de cores. O Dolby Vision também possui maior brilho teórico – atualmente, o HDR10 atinge o máximo de 4.000 nits (embora a maior parte do conteúdo seja apenas masterizado para 1.000 nits), enquanto o Dolby Vision é projetado para suportar até 10.000 nits de brilho máximo. Embora a maioria das TVs no mercado não chegue perto de lidar com algo tão brilhante, as mudanças estão chegando lentamente. A mais recente QLED TV da Vizio pode produzir quase 3.000 nits de pico de brilho, e a tecnologia de exibição MicroLED da Samsung é capaz de atingir os 10.000 nits que a Dolby Vision suporta. Isso torna a Dolby Vision preparada para fornecer mais informações de brilho quando as TVs e o conteúdo inevitavelmente se atualizam.

Brilho e profundidade de cor não são as únicas áreas em que a Dolby Vision tem uma vantagem teórica sobre o HDR10. Conforme mencionado acima, enquanto o HDR10 transmite apenas metadados estáticos (quando um vídeo começa a ser reproduzido), o Dolby Vision usa metadados dinâmicos, que podem variar por cena ou até mesmo por quadro. O HDR10+ fecha a lacuna aqui, enviando informações de metadados com mais frequência, mas a Dolby Vision ainda oferece algumas vantagens.

O HDR10 pode atualmente ser melhor suportado, tanto em termos de TVs quanto de conteúdo, mas a Dolby está trabalhando duro para tentar mudar isso.

A especificação Dolby Vision permite que sua TV forneça dados sobre as telas que foram usadas para dominar a cena (no laboratório de edição em um estúdio) e pode automaticamente explicar as diferenças entre sua TV e o equipamento usado pelos profissionais. Isso leva a uma imagem que é automaticamente adaptada às capacidades de sua exibição individual.

Quando se trata de conectar hardware externo, enquanto o Dolby Vision pode ser fornecido via HDMI 1.4, o HDR10+ requer o HDMI 2.0, de acordo com o Assistente de Gerenciamento Geral da Panasonic, por Flat Panels HD. Em outras palavras, sua TV precisará de uma entrada HDMI mais recente para acessar o HDR10+ a partir de dispositivos de hardware, mas não precisará, como se pensava anteriormente, do novo formato HDMI 2.1.

Inicialmente, a Dolby Vision precisava de hardware dedicado para funcionar, o que significa que não poderia ser adicionado posteriormente através de uma atualização de firmware, mas que mudou em fevereiro de 2017, quando a empresa disponibilizou a Dolby Vision como uma solução de software, ou seja, fabricantes de hardware – incluindo TV e Ultra. Fabricantes de HD Blu-ray – poderiam adicionar suporte mais tarde. Como tal, existem agora leitores de Blu-ray Ultra HD disponíveis que suportam tanto o HDR10 como o Dolby Vision, e algumas empresas atualizaram unidades existentes com atualizações de firmware adicionando suporte ao Dolby Vision.

Mais fabricantes de TV começaram também a apoiar a Dolby Vision. No começo, apenas a Vizio e a LG vendiam TVs com Dolby Vision e HDR10. Desde então, vários fabricantes – incluindo Sony, Hisense e TCL – criaram modelos que suportam ambos.

A disponibilidade do HDR10+ como um padrão aberto pode, eventualmente, desacelerar a taxa de adoção do Dolby Vision, mas pelo menos por enquanto, cada vez mais TVs estão suportando a tecnologia da Dolby.

OUTROS COMPETIDORES

Dolby Vision e HDR10 (e, em menor medida, HDR10+) são atualmente vistos como os dois maiores players de HDR, mas existem outras empresas trabalhando em suas próprias soluções HDR. Dois outros formatos emergentes pretendem tornar a compatibilidade retroativa com o intervalo dinâmico padrão um foco importante.

O Hybrid Log Gamma (HLG) é um formato nascido de uma parceria entre a BBC e a emissora japonesa NHK, desenvolvido com ênfase na transmissão ao vivo, embora também possa ser usado para conteúdo pré-gravado. Ao contrário do HDR10 e do Dolby Vision, o HLG não usa metadados, o que poderia, de fato, funcionar de alguma forma, dependendo de como os fabricantes de TV o implementam.

A Technicolor foi um dos primeiros participantes do HDR e, na CES 2016, a empresa anunciou uma parceria com a Philips para criar um novo formato. Como o HLG, este formato pretende ser retrocompatível com os displays SDR, o que as empresas disseram em um comunicado à imprensa “simplificará as implantações de HDR para distribuidores, que poderão enviar um sinal para todos os seus clientes, independentemente de qual TV eles têm . ”Na CES 2018, a Philips anunciou que suas TVs 2019 suportariam Technicolor HDR e o padrão de transmissão ATSC 3.0.

Então, o que nós assistimos?

Mesmo que sua TV tenha o melhor e mais recente suporte a HDR, reprodução em cores e tecnologia 4K UHD, muito do que você assiste não conseguirá aproveitar toda essa grandiosidade. O conteúdo HDR é atualmente ainda mais limitado que o 4K, mas Hollywood (claro) está trabalhando para remediar isso. Abaixo estão as maneiras mais fáceis de obter sua correção de HDR.

Blu-ray Ultra HD

Oferecendo o método de entrega da mais alta qualidade para uma experiência HDR de primeira linha em casa, o UHD Blu-ray permite resolução 4K UHD, HDR e expansão de cor, juntamente com codecs de som surround revolucionários como Dolby Atmos e DTS: X. A atualização do formato HDMI 2.0a baseou-se principalmente em limpar o caminho para dispositivos HDR, incluindo novos players de Blu-ray e outros dispositivos set-top.

Os lançamentos em Blu-ray Ultra HD com HDR se tornaram o novo padrão, e o HDR10 é atualmente o líder, embora a Dolby Vision esteja trabalhando muito para alcançá-los. Quais discos fazem melhor o HDR? Confira nossas escolhas para os melhores lançamentos de 4K UHD Blu-Ray.

 

Netflix

Provavelmente não é surpresa que a Netflix tenha sido uma das primeiras empresas a anunciar o suporte a HDR. Seu primeiro título de HDR, Marco Polo, foi acompanhado por vários outros originais da Netflix, como Altered Carbon. Também incluiu a agora cancelada série da Marvel, Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage, bem como filmes originais como The Do-Over e The Ridiculous Six. Os títulos HDR da Netflix estão atualmente disponíveis em HDR10 e/ou Dolby Vision.

 

Amazon

A Amazon também anunciou o suporte a HDR bastante cedo. Vários filmes HDR estão disponíveis no Amazon Prime Video, juntamente com muitas de suas séries originais, incluindo Jack Ryan (em Dolby Vision), Man in the High Castle, Transparente, Mozart in the Jungle e The Marvelous Mrs. Maisel. É provável que a maioria, se não toda a programação original futura da Amazon, também esteja disponível em HDR.

A Amazon inicialmente apenas suportou HDR10, mas em junho de 2016 a empresa adicionou suporte para Dolby Vision. Na época, a empresa disse que mais títulos estavam disponíveis no HDR10, com um subconjunto disponível no Dolby Vision, mas acrescentou mais de 100 horas de conteúdo HDR em ambos os formatos até o final de 2016.

Em dezembro de 2017, a Amazon adicionou mais de 100 títulos no formato HDR10+, incluindo séries como The Man in the High Castle, The Tick e The Grand Tour. A empresa planeja continuar adicionando mais títulos no HDR10+ no futuro.

 

iTunes

Juntamente com o lançamento de 2017 da Apple TV 4K, a iTunes Store foi atualizada para oferecer filmes e programas de TV em HDR. Ambos os títulos HDR10 e Dolby Vision estão disponíveis, com um prático ícone indicando quais filmes usam o formato.

Uma vantagem para aqueles que estão arraigados no ecossistema da Apple é que os títulos qualificados que você já possui são automaticamente atualizados para a versão HDR, então você não precisa comprar um filme ou programa de TV duas vezes. Se você é um fã da Apple que acabou de comprar uma nova TV 4K HDR e uma Apple TV 4K, essa pode ser uma ótima maneira de mostrá-las sem gastar mais dinheiro.

 

Google Play Filmes e TV

O Google Play também adicionou filmes HDR e programas de TV em 2017. Ao contrário da oferta da Apple, a Dolby Vision estava ausente no lançamento, apesar do Chromecast Ultra do Google apoiar a tecnologia. O Google prometeu que a Dolby Vision estava chegando, mas até agora apenas títulos HDR10 estão disponíveis. No momento, assistir conteúdo HDR do Google Play é compatível apenas com o Chromecast Ultra e as smart TVs da Samsung, mas também funciona com alguns decodificadores, como o Nvidia’s Shield TV, se você transmitir o conteúdo HDR de um dispositivo Android ou iOS .

Inicialmente, o Google fez parceria com empresas como Sony Pictures e Warner Brothers para suas ofertas, com mais filmes e programas de TV a serem exibidos. Infelizmente, a interface do Google não é tão direta quanto a da Apple em termos de sinalização de filmes e programas de TV HDR, então você precisa fazer uma pequena pesquisa.

 

Vudu

Um dos primeiros fornecedores de programação 4K, o Vudu também ofereceu rapidamente suporte a HDR. O serviço tem uma das maiores bibliotecas de filmes 4K e programas de TV disponíveis para locação ou compra, muitos com HDR, bem como som surround Dolby Atmos.

Por algum tempo, as ofertas de HDR da Vudu estavam disponíveis apenas na Dolby Vision. Em novembro de 2017, a empresa anunciou o suporte completo ao HDR10, disponibilizando sua biblioteca de títulos HDR em uma variedade muito maior de dispositivos.

FandangoNow

Como o Vudu, o FandangoNow oferece filmes e programas de TV para aluguel ou compra em 4K, com alguns também disponíveis em HDR. Também como o Vudu, a biblioteca de filmes HDR e programas de TV do FandangoNow é disponibilizada em HDR10. O FandangoNow também é útil para proprietários de TV HDR, pois lista todos os filmes disponíveis em HDR em uma seção dedicada de seu site.

Youtube

Não compartilha muito em comum com os serviços acima, mas o YouTube transmite em HDR. Assim como o Google Play Filmes e TV, o YouTube atualmente suporta apenas streaming em HDR10. O Google não falou muito sobre se o YouTube apoiará a Dolby Vision.

Em termos de conteúdo, há muitos vídeos mostrando o poder do HDR – há até mesmo um canal HDR dedicado. Isso é ótimo para exibir sua TV e, mais adiante, temos certeza de que haverá mais conteúdo fazendo uso dela. Por enquanto, é principalmente uma novidade divertida.

 

O que sobre os video games?

Enquanto a maioria dos guias se concentra em experiências de visualização passiva para HDR, os consoles de jogos são uma parte importante da discussão. Com o PlayStation 4 Pro, o Xbox One S e o Xbox One X, a Sony e a Microsoft colocaram os seus chapéus no anel HDR, mas pode ser muito mais complicado aceder a todas as qualidades brilhantes do que seria de esperar.

 

CONCLUSÃO

O HDR é muito mais complexo que apenas três pequenas palavras. Mas também é uma tecnologia muito interessante que nos levará ainda mais fundo aos espetaculares filmes e séries de TV que adoramos assistir, criando imagens mais realistas do que nunca. Se você está se perguntando se a próxima TV que você comprar deve ser compatível com HDR, nossa resposta é sim, embora tenhamos cuidado para garantir que a TV também ofereça o brilho máximo em níveis capazes de gerar HDR pop.

O HDR é a atualização mais significativa para a experiência de visualização de vídeos caseiros desde o salto até a alta definição, e é definitivamente o núcleo do futuro da televisão..

Nosso estado e nossa cidade: há solução

Nosso estado e nossa cidade: há solução
Altos impostos encarecem tudo e fazem com que tenhamos menos dinheiro para consumir e poupar

Paulo Areas 24/04/2019 – oglobo.globo.com


Há décadas o estado e a cidade do Rio de Janeiro estão em decadência que foi agravada. Em 2015 e 2016, foram fechadas 420 mil vagas de trabalho no estado, o maior número do país. No ano passado, foram criadas 29 mil vagas formais em Belo
Horizonte, 17 mil em Brasília e 14 mil em Curitiba — cidades com populações menores que a do Rio. E aqui? 700 vagas.
O secretário de Fazenda do estado disse que a única saída é “crescimento significativo do estado”, mas nada é feito para isso, no estado ou na cidade.
Por que a decadência? Más gestões estaduais e municipais, alto gasto público, grande criminalidade e o principal: sempre tivemos os maiores impostos do país, no estado e na cidade e muitos foram aumentados recentemente machucando o doente.
Se a padaria da sua rua começa a vender pão mais caro que padarias próximas, irá vender menos quantidade, o faturamento cairá, demitirá funcionários e irá falir. Mas se a padaria começa a vender mais barato, venderá mais, faturará mais e aumentará o número de funcionários. Isto é real: uma padaria começou a vender barato e gerou a
rede Habib ́s de fast food.
Os altos impostos tudo encarecem e fazem com que tenhamos menos dinheiro para consumir e poupar. Só os impostos sobre energia, combustíveis e telecomunicação são 40% maiores que em Saõ Paulo. A maior parte da receita estadual e municipal é gasta com o funcionalismo — e comerão toda a receita se nada for feito — turbinado por falta de gestão (o que mais impressionou o general que interveio na segurança do RJ foi a
desordem gerencial). O caminho é enxugar custos com pessoal — o que é permitido na situação que estamos — bem administrar, melhorar a segurança e o mais fácil e rápido: baixar agressivamente todos os impostos, sem preferências, o que gerará maior atividade econômica e maior arrecadação.
É loucura? Não, pois os países desenvolvidos tiveram estagnação quando cobraram altos impostos e sempre ocorre aumento de arrecadação após forte redução de
impostos. Nos EUA, nas quatro vezes em que impostos federais foram reduzidos, inclusive na era Kennedy, a arrecadação subiu. Já a saudável disputa tributária entre os estados americanos — aqui maliciosamente apelidada de guerra fiscal — faz com que estados com menores impostos cresçam mais, até em população, pois recebem gente que foge dos estados caros, como ocorre no Rio há tempos. Tudo isso vem sendo bem documentado nos EUA há 50 anos (www.alec.org). Há melhoria para todos: governos, empresas e pessoas de todas as classes.
O trágico é que aqui, nossos “especialistas” agem mal na hora de calcular o impacto da redução de impostos, pois não consideram maior atividade econômica e o aumento de arrecadação. Menos imposto barateia os produtos e serviços, o que aumenta o consumo, ou a lei da oferta e procura é mentira?
O caminho é manter tudo como está e rezar para o petróleo subir? Não, pois mais de
70% da receita estadual não são relacionados a petróleo, e na famosa maldição do óleo nem a Noruega é exceção — com população 67% menor que em nosso estado, já era desenvolvida antes de explorar petróleo.
Não há empregos, e vem a pergunta lógica: por que um empresário contratará pessoas abrindo um novo negócio, ou se expandindo, se altos impostos tiram dinheiro do bolso

de todos (do dele inclusive)? Basta se instalar em estado vizinho, gastar menos e vender para consumidores com mais dinheiro — porque lá impostos são menores.
Só há este caminho, ou acham que as pessoas gostam de gastar com impostos?
Paulo Areas é empresário