Nosso estado e nossa cidade: há solução

Nosso estado e nossa cidade: há solução
Altos impostos encarecem tudo e fazem com que tenhamos menos dinheiro para consumir e poupar

Paulo Areas 24/04/2019 – oglobo.globo.com


Há décadas o estado e a cidade do Rio de Janeiro estão em decadência que foi agravada. Em 2015 e 2016, foram fechadas 420 mil vagas de trabalho no estado, o maior número do país. No ano passado, foram criadas 29 mil vagas formais em Belo
Horizonte, 17 mil em Brasília e 14 mil em Curitiba — cidades com populações menores que a do Rio. E aqui? 700 vagas.
O secretário de Fazenda do estado disse que a única saída é “crescimento significativo do estado”, mas nada é feito para isso, no estado ou na cidade.
Por que a decadência? Más gestões estaduais e municipais, alto gasto público, grande criminalidade e o principal: sempre tivemos os maiores impostos do país, no estado e na cidade e muitos foram aumentados recentemente machucando o doente.
Se a padaria da sua rua começa a vender pão mais caro que padarias próximas, irá vender menos quantidade, o faturamento cairá, demitirá funcionários e irá falir. Mas se a padaria começa a vender mais barato, venderá mais, faturará mais e aumentará o número de funcionários. Isto é real: uma padaria começou a vender barato e gerou a
rede Habib ́s de fast food.
Os altos impostos tudo encarecem e fazem com que tenhamos menos dinheiro para consumir e poupar. Só os impostos sobre energia, combustíveis e telecomunicação são 40% maiores que em Saõ Paulo. A maior parte da receita estadual e municipal é gasta com o funcionalismo — e comerão toda a receita se nada for feito — turbinado por falta de gestão (o que mais impressionou o general que interveio na segurança do RJ foi a
desordem gerencial). O caminho é enxugar custos com pessoal — o que é permitido na situação que estamos — bem administrar, melhorar a segurança e o mais fácil e rápido: baixar agressivamente todos os impostos, sem preferências, o que gerará maior atividade econômica e maior arrecadação.
É loucura? Não, pois os países desenvolvidos tiveram estagnação quando cobraram altos impostos e sempre ocorre aumento de arrecadação após forte redução de
impostos. Nos EUA, nas quatro vezes em que impostos federais foram reduzidos, inclusive na era Kennedy, a arrecadação subiu. Já a saudável disputa tributária entre os estados americanos — aqui maliciosamente apelidada de guerra fiscal — faz com que estados com menores impostos cresçam mais, até em população, pois recebem gente que foge dos estados caros, como ocorre no Rio há tempos. Tudo isso vem sendo bem documentado nos EUA há 50 anos (www.alec.org). Há melhoria para todos: governos, empresas e pessoas de todas as classes.
O trágico é que aqui, nossos “especialistas” agem mal na hora de calcular o impacto da redução de impostos, pois não consideram maior atividade econômica e o aumento de arrecadação. Menos imposto barateia os produtos e serviços, o que aumenta o consumo, ou a lei da oferta e procura é mentira?
O caminho é manter tudo como está e rezar para o petróleo subir? Não, pois mais de
70% da receita estadual não são relacionados a petróleo, e na famosa maldição do óleo nem a Noruega é exceção — com população 67% menor que em nosso estado, já era desenvolvida antes de explorar petróleo.
Não há empregos, e vem a pergunta lógica: por que um empresário contratará pessoas abrindo um novo negócio, ou se expandindo, se altos impostos tiram dinheiro do bolso

de todos (do dele inclusive)? Basta se instalar em estado vizinho, gastar menos e vender para consumidores com mais dinheiro — porque lá impostos são menores.
Só há este caminho, ou acham que as pessoas gostam de gastar com impostos?
Paulo Areas é empresário

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