Todos os posts de Kauffmann

Ricardo F. Kauffmann é engenheiro de telecomunicações, especializado em televisão, com mais de 40 anos de experiência como, operador, técnico de manutenção e engenheiro de projetos. Atualmente é CEO da Energia e se dedica ao desenvolvimento de novos produtos. Fundador da SET - Sociedade de Engenharia de Televisão e membro da IES - Illuminating Engineering Society

O PREÇO DO CONVERSOR (Set-top box)

Afinal custa R$200,00 ou R$700,00?

Como pode haver tanta confusão sobre isso? 

O governo estimou em R$200,00 mas a indústria afirma que menos de R$700,00 é impossível!!! Como pode tamanha disparidade?

Ou o governo cometeu um engano de estimativa ou a indústria está querendo ganhar demais. Três vezes mais!!! 

O governo deveria explicar à população sobre isso. Se cometeu um engano na estimativa deve corrigi-la. Mas se a indústria está extremamente gulosa, caberá ao governo coibir tal intenção, abrindo a importação (sem imposto de importação) para que a população não sofra com enganos ou ganâncias.

TV DIGITAL – O que mudará no cenário brasileiro e quem ganha com isso

Por Ricardo Kauffmann e Daniel Kauffmann  

“60 milhões de novos aparelhos nos próximos 10 anos”. É o que dizem os engenheiros ao discursarem sobre o processo de implantação da TV digital no Brasil. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 90% da população brasileira tem pelo menos um aparelho de televisão em sua casa. Os economistas dizem que esse investimento, por parte do consumidor final brasileiro, será de, aproximadamente, 60 bilhões de reais e poderá transformar o Brasil no maior mercado de televisores do mundo. 

Mas a questão é: “Quem ganha com isso?”

Primeiro, os governos com a arecadação de quase 40% em impostos diversos.

Segundo, a indústria e o comércio de aparelhos de televisão, que ficarão com os outros 60% do bolo. 

As emissoras de TV, que são os grandes artistas deste show, só ganharão o direito a se endividarem e a possibilidade de continuarem vivendo no setor de entretenimento da mídia eletrônico. Elas deveriam ter sua importância mais reconhecida, já que estão presentes em 98% dos lares, conforme IBGE-PND (Pesquisa Nacional de Domicílios). O número médio de aparelhos ligados no horário nobre não tem paralelo em nenhum outro país. Isso demonstra a alta eficiência da produção e da programação da televisão brasileira. Mesmo assim, as emissoras de televisão ficam com menos de 0,1% do PIB nacional. Este é um caso típico de sucesso de público, mas fracasso de bilheteria.  

Nos EEUU, para acelerar o processo, o governo está distribuindo até 2 cupons de US$40 cada, para todas as residências do país, para a compra de Set-Top Boxes.  

No Brasil, o governo poderia, pelo menos, isentar as emissoras de impostos pelo prazo de implantação da TV Digital.   

O QUE MUDA 

A TV digital, num primeiro momento, possibilitará uma grande melhora na transmissão, na imagem e no som recebidos pelos telespectadores.

A transmissão será feita através de um canal de UHF e a transmissão analógica só existirá até 2016. A transmissão digital terá absoluta fidelidade ao sinal gerado pela emissora, chegando ao receptor sem nenhuma perda ou interferências, eliminando os ruídos (chuviscos) e fantasmas, presentes nas recepções atuais. Tecnicamente, o Brasil adotou o SBTVD (Sistema Brasileiro de Televisão Digital), que tem como base o sistema adotado pelo Japão, o ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting – Terrestrial). Porém com duas importantes modificações:

  • A compressão para HDTV é MPEG-4 no lugar de MPEG-2, e;
  • O middleware Ginga, desenvolvido no Brasil mas totalmente aderente ao ARIB (Association of Radio Industries and Businesses).

 A imagem muda no formato da tela e na qualidade. A tela sai dos atuais 4X3 para 16X9, se aproximando do cinema. A qualidade da imagem sai do NTSC/PAL-M para o  HDTV. Mudando dos atuais 345.600 pixels (720X480i), para 2.073.600 pixels (1920X1080p),  6 vezes mais resolução.  

O som terá um aumento na qualidade, passando a ser equivalente ao do CD e receberá a possibilidade de multi-canais como 5.1, presente nos filmes em DVD. 

Posteriormente, com a implantação do GINGA nos receptores e nos set-top boxes, virá a real interatividade que possibilitará uma expansão ilimitada de novos negócios. O GINGA é camada de software intermediário (middleware) que permite o desenvolvimento de aplicações interativas para a TV Digital. Por exemplo: Ao assistir um filme estrelado por Brad Pitt você poderá num simples clik descobrir a marca e onde comprar os óculos escuros usados por ele.  

A RECEPÇÃO

A transmissão digital tem um lado bom e um lado ruim. O bom é que quando “pega” ela é absolutamente fiel em relação a qualidade. Os testes em São Paulo demonstram que na maior parte da cidade a recepção será perfeita. Mas quando não “pega” não tem meio-termo, a imagem congela ou tela fica azul. O consumidor terá que fazer algum investimento em antenas individuais e para poder aumentar a cobertura as emissoras terão que instalar vários “gap fillers”, pequenos retransmissores.  

Outro problema é com relação às Operadoras de TV por Assinatura. No Brasil elas são obrigadas a exibir os canais abertos. Mas elas não são obrigadas a serem digitais nem transportar os sinais em HDTV. As emissoras abertas não concordam com a conversão de seus sinais de HDTV (alta definição) para SDTV (qualidade atual). Como ainda não existe, no Brasil, TV a cabo em HDTV, os Set-top Boxes e os televisores digitais terão que ter entradas para TV a Cabo e para TV Aberta. 

O QUE BUSCAR NOS NOVOS TELEVISORES

O receptor deverá ter um sintonizador digital no padrão SBTVD, uma tela com 2 milhões de pixel, um codec de vídeo que atenda ao ITU-T H.264 (MPEG-4), um codec de áudio MPEG-2AAC e facilidade de interatividade compatível com o GINGA.  Os televisores digitais deverão ter entradas analógicas (Vídeo Composto, S-Video ou RGB) para permitir a utilização dos aparelhos de DVD e de VHS existentes. Mas deverão ter também entradas digitais nos padrões de conexões DVI ou HDMI para possibilitar a utilização dos novos aparelhos de DVD em HDTV bem como os aparelhos de “games” eletrônicos em HDTV. 

Uma nova questão é se o televisor deve ter saída digital ou somente analógica, ou por outra, se a saída deve ser de alta qualidade (HDTV) ou se deve ser de qualidade atual. Esta dúvida ocorre por causa da possibilidade de copias não autorizadas dos conteúdos transmitidos pelas emissoras.

TV DIGITAL E O FINANCIAMENTO DO BNDES

A expectativa pela TV Digital está aumentando. O inicio das operações experimentais em São Paulo, juntamente com a distribuição dos sinais em HDTV  para todas as emissoras, vai acelerar a implantação da TV Digital no Brasil. As emissoras afiliadas terão, a partir desta constatação, que encurtar o prazo de seus projetos de implantação da TV Digital em suas praças. Pelo menos para deixar “vazar” para a praça o sinal em HDTV que chegará da rede. 

 A pressão comercial será óbvia: a rede que quer agregar valor aos seus comercias, os fabricantes de televisores que querem colocar os seus produtos e, finalmente, a população ansiosa pela novidade. 

Haja dinheiro, mas isso tem e muito. Quem garante é o BNDES que já disponibilizou R$1bilhão. O BNDES tem um programa de financiamento exclusivo para a TV Digital, que visa financiar as emissoras, as produtoras e os fabricantes. Pela primeira vez atende toda a cadeia do nosso setor. Segundo especialistas em “funding” os parâmetros deste programa são completamente atípicos. Os  prazos para pagamento,  os valores e as taxas de juros, fazem deste programa um negócio muito atraente.  

Resta apenas o histórico fosso de dificuldades entre o BNDES e as emissoras afiliadas, que raramente dispõem de pessoal capacitado para montar um projeto como o exigido pelo BNDES. Para Luiz Bisaggio, especialista em projetos de expansão, modernização e financeiros da BRAZILIAN INTERNATIONAL,  se a empresa for viável e o projeto consistente, é certo a obtenção do financiamento. É com ele que conversamos sobre esta questão.

Veja entrevista no link abaixo

entrevista-bisaggio.doc

ZERO UV e ZERO IR

Recentemente foi observado que as irradiações de Ultra-Violeta (UV) produzem um grande aumento de possibilidade de câncer de pele.

Essas irradiações que eram observadas de forma intensa apenas na luz solar, agora também foram observadas nas irradiações produzidas pelas lâmpadas alógenas e de quartzo. As lâmpadas com refletor dicroico apresentam um alto índice dessas irradiações indesejadas. Os LEDs novamente apresentam vantagem, pois, irradiam ZERO UV e ZERO IR. 

Consumo de Energia Elétrica

Em matéria publicada em 15 de maio de 2007 pelo COX NEWSPAPER informa que vários estados dos Estados Unidos enviarão projeto de lei restringindo e até proibindo a venda de lâmpadas incandescente num futuro breve. Os legisladores da Califórnia falam em 2012 para inicio da proibição.

Nesta mesma matéria informa que as autoridades do governo dizem que se apenas os Estados Unidos substituíssem as suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes, isso reduziria os custos do país com energia elétrica em mais de US$ 18 bilhões por ano (R$ 36 bi), tornaria desnecessárias 80 usinas termo-elétricas movidas a carvão e, conseqüentemente, reduziria as emissões de gases causadores do efeito estufa em 158 milhões de toneladas por ano.

Em março passado, a Philips Lighting Corporation, a maior fabricante de lâmpadas incandescentes do mundo, anunciou o seu plano de deixar de vender esse tipo de lâmpada até 2016. As duas outras grandes fabricantes de lâmpadas incandescentes, a General Electric Corporation – a companhia fundada por Thomas Edison – e a Osram Sylvania, também estão trabalhando com vários tipos de lâmpadas projetadas para substituir as lâmpadas atuais.

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/cox/2007/05/14/ult584u567.jhtm

Os LEDs são uma alternativa para as lâmpadas incandescentes, são muito eficientes, geram 10 vezes mais Lux/Watt se comparados com as lâmpadas incandescentes.

PROLITE fabrica sunguns que consomem 6W e geram mais LUX que uma lâmpada incandescente de 60W. Se considerar que as luminárias PROLITE geram luz de 5600K a eficiência aumenta pois teremos que filtrar as lâmpadas incandescentes (perda de 50%) para mudar de 3200K para 5600K.

Geometria da Luz – Relação de Aspecto da Área de Iluminamento

A Relação de Aspecto na TV Digital passa dos atuais 4:3 para 16:9, a tela fica mais panorâmica, mais próxima do cinema. O elemento sensor da câmera obviamente também muda para 16:9 e com isso a área a ser iluminada também deverá acompanhar esta mudança. A PROLITE já tem um sungun, o ProLite TV, na relação de aspecto 16:9 para essas novas câmeras.

Ângulo de Iluminamento – Ângulo de Meia Potência

Outra característica importante ao comprar um dispositivo de iluminação é o ângulo de iluminamento. Alguns fabricantes escondem esta informação ou não a especificam claramente, informando que o ângulo de iluminamento é x graus sem dizer o que significa o ângulo de iluminamento. Alguns definem esse ângulo como o ângulo do feixe de luz, ou seja, de zero a zero Lux.

A definição útil, deveria ser o ângulo correspondente ao limite de um “stop” do diafragma da câmera. Como cada “stop” de diafragma corresponde a metade da luz, assim o ângulo de iluminamento deveria ser o ângulo correspondente à metade da luz ou à +/- um “stop” de diafragma.

Imagine, por exemplo, uma cena constituída de uma entrevista de rua, com duas pessoas (repórter e entrevistado), com a câmera situada a 2 metros de distância. A luminária a ser utilizada nesta cena deverá ter um ângulo de iluminamento mínimo de 52o para garantir que a cena esteja toda contida num mesmo diafragma.

Relação de contraste (contrast ratio)

Toda cena a ser gravada tem sua Relação de Contraste, trata-se da diferença máxima entre o local mais iluminado e o ponto de menor iluminamento da cena. Uma Relação de Contraste de 100:1 significa dizer que o local mais claro tem 100 vezes mais luz que o local mais escuro da cena. Essa diferença tem que “caber” na capacidade da câmera. Caso contrário haverá locais com saturamento de branco ou locais com compressão de pretos.

Sensibilidade das Câmeras e Diafragma:

Nas especificações das câmeras sempre constam informações sobre quantidade mínima de luz (LUX) necessária para se obter uma imagem. Algumas câmeras com menos de 1Lux produz imagem.

Mas na prática o que conta é a sua experiência com a câmera para obter uma boa imagem. Esta experiência leva a uma faixa de valores de diafragma preferencialmente utilizada.

Exemplo: Suponha uma cena hipotética de entrevista, na qual 5.6 seja o seu diafragma preferencial para obter uma boa imagem e que na posição do entrevistado você mediu 50 Lux. Se a luminária esta a 2m do entrevistado, o dimmer da sua luminária deverá estar ajustado para 200 Lux (proporcional ao quadrado da distancia).

O diafragma (íris) controla a quantidade de luz que entra na câmera. O controle é indicado na maioria das lentes por uma seqüência de números chamados de números-f ou f/stop. Essa seqüência, 1; 1.4; 2; 2.8; 4; 5.6; 8; 11; 16; 22 etc, representa a redução para metade luz incidente na lente. Como a luz é proporcional à área, os f-stops representam a relação entre raios do diafragma. Assim, o f-stop 1.4, na realidade 1/1.4, representa a redução para a metade da luz que entraria na lente com o diafragma 1 (lente toda aberta) para o diafragma com o raio 1.4 vezes menor.

Exemplo: Na cena do exemplo anterior, se desejássemos trocar o diafragma de 5.6 para 8, a nossa luminária deveria fornecer o dobro de luz (400 Lux).

Em algumas câmeras a seqüência de diafragmas poderá ter razão de 1/3 no lugar de 1/2. Assim, teremos a serie: 1 – 1.1 – 1.3 – 1.4 – 1.6 – 1.8 – 2 – 2.2 – 2.5 – 2.8 – 3.2 – 3.6 – 4 – 4.5 – 5 – 5.6 – 6.3 – 7 – 8 – 9 – 10 – 11 – 12.7 – 14.3 – 16 – etc.