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Fox versus Anatel

Oferta de canais lineares pela Internet vai além da Fox e mostra cenário complexo

By SAMUEL POSSEBON

samuca@teletime.com.br

A Anatel tem dito em diferentes manifestações sobre a cautelar imposta à Fox contra a oferta pela Internet de conteúdos lineares diretamente ao assinante, que este é um caso único, mas com grande potencial de se multiplicar rapidamente pelo mercado, causando um desequilíbrio competitivo com as operadoras de TV por assinatura. A Anatel diz que precisa entender melhor o cenário, tanto que abriu uma coleta de subsídios até dia 15 de agosto, e por isso optou por congelar o cenário atual, o que seria um quadro de mais fácil reversão, impondo a cautelar. Mas a análise do que já é realidade no mercado mostra um cenário bem mais complexo.

Um levantamento feito por este noticiário mostra que existem outros casos, anteriores à cautelar, em que canais de TV paga lineares podem ser contratados sem a necessidade de uma operadora de TV por assinatura intermediando o processo.

O aplicativo PlayPlus, da Record, por exemplo, permite a contratação mediante assinatura no pacote de R$ 12,90 do canal Disney Jr. e no pacote de R$ 32,80 é possível assinar os canais Disney e Disney XD, além dos canais ESPN, ESPN Brasil e ESPN 2. Todos eles estão em suas versões lineares e simultâneas (apenas com o delay normal de transmissões por streaming) ao que está sendo exibido na TV paga. Vale lembrar que hoje a Fox, que foi alvo da cautelar da Anatel, foi comprada pela Disney, controladora dos canais Disney e ESPN.

Já o portal UOL também oferece, por uma assinatura de R$ 21,90, os canais lineares da ESPN, além do Esporte Interativo Plus no pacote UOL Esporte Clube. No caso do IE Plus, é importante ressaltar que também houve uma denúncia da Claro contra o serviço, mas a Anatel entendeu que por se tratar de conteúdo esporádico, mesmo que ao vivo, não haveria indícios de caracterização como um serviço de TV paga. O UOL Esporte Clube foi lançado em abril de 2018, praticamente ao mesmo tempo dos serviços do Fox +.

Teles apostam no OTT

Além destes serviços que oferecem canais lineares por assinatura sem a intermediação de uma operadora de TV paga, as próprias operadoras de telecomunicações estão oferecendo, por meio de aplicativos (OTT), conteúdos de canais lineares, mas sem obrigatoriamente exigir uma assinatura de TV por assinatura. Os canais ESPN, assim como os canais Fox e Fox Sports, estão disponíveis, por assinatura, para assinantes dos serviços móveis e de banda larga da Oi e da Vivo. A Oi oferece ainda a possibilidade de contratação dos canais MTV e RTP. Os modelos variam. No caso da Vivo, a assinatura de cada serviço OTT pode ser feita individualmente, com cobrança em conta. No caso da Oi, além da cobrança individual por aplicativo, tanto para clientes de celular (SMP) quanto de banda larga (SCM), ainda é possível trocar créditos por estes serviços. As empresas têm dito publicamente que apostam no modelo de hub de conteúdos, inclusive lineares, mas no modelo OTT, razão pela qual não parecem apoiar a posição da Claro de exigir que a oferta de canais lineares seja feita dentro do Serviço de Acesso Condicionado.

A diferença destes casos para o caso que a Anatel analisou ao emitir a cautelar contra a Fox é que, no caso Fox, a programadora faz a comercialização direta, sem intermediários. Nos casos do PlayPlus e do UOL Esporte Clube, os intermediários são respectivamente a Record (dona do aplicativo PlayPlus) e o portal UOL, controlado pelo Grupo Folha. Nenhum deles é operador de telecomunicações nem têm outorga de Serviço de Acesso Condicionado. Estes serviços estão disponíveis desde 2018.

No caso das operadoras de telecomunicações Oi e Vivo, a comercialização dos aplicativos OTT dos canais se dá como Serviço de Valor Adicionado, sem que haja com os usuários um contrato de SeAC, apesar de as duas empresas terem também a oferta de TV por assinatura tradicional. Tanto os contratos de prestação de serviço quanto as informações fornecidas pelas assessorias de imprensa confirmam que não existe um contrato de SeAC com o assinante. A Oi tem planos para o segundo semestre de abrir o acesso à plataforma OTT para qualquer pessoa, e não apenas aos seus clientes, com pagamento via cartão de crédito. A Claro, que fez a denúncia contra a Fox e é a maior operadora do Brasil, só oferece aos seus clientes de celular o acesso ao serviço on-demand Claro Vídeo. A TIM só oferece o Netflix (on-demand) como serviço de vídeo.

Mudança de estratégia

Como se percebe, a maior parte dos casos de canais lineares envolve conteúdos ESPN/Disney. De fato, em 2017 e 2018, a programadora ampliou o número de parcerias de distribuição na TV paga e também na banda larga, e não havia nenhuma sinalização dos reguladores de que isso não seria permitido. Contabilizando todos os acordos da ESPN/Disney, foram mais de 50 contratos fechados no último ano, com destaque para o volume de empresas provedoras de banda larga que passaram a distribuir conteúdos da programadora (foram 26 ISPs).

A este noticiário, a ESPN informou estar em fase de reestruturação de todos os produtos não voltados para operadores de TV paga e mudanças na estratégia de vendas. Com isso, haverá um processo de transição grande junto aos provedores.

Um dos argumentos da Anatel colocados para dar a cautelar contra a Fox é que a programadora, ao ofertar a assinantes seus serviços diretamente, deveria ter uma outorga de TV paga (telecomunicações), o que é proibido por conta da limitação de propriedade cruzada colocada pela lei do SeAC, que impede concessionárias de radiodifusão, produtoras e programadoras de controlarem empresas de telecomunicações. Nos casos listados acima, o PlayPlus, por ser controlado pela Record, poderia ser enquadrado da mesma maneira. No caso do UOL, trata-se de uma empresa jornalística, não de uma produtora de conteúdo, mas sem a outorga de telecom.

Cotas e canais obrigatórios

No caso das operadoras de telecomunicações que fazem distribuição de aplicativos OTT de canais lineares por assinatura, o problema seria o outro argumento que a Anatel utiliza nestes casos: o de preservação de outros dispositivos da lei do SeAC, como a distribuição empacotada de canais obrigatórios e das cotas de programação. Em nenhum dos pacotes ou lojas de aplicativos das teles estão sendo distribuídos, por streaming, os canais obrigatórios previstos na legislação de TV paga (TVs Câmara, Senado, Justiça entre outros) nem são observadas cotas de canais nacionais, como prevê a lei. Até porque a assinatura dos aplicativos individuais é feita pelo usuário, de forma desempacotada. Mesmo que houvesse aplicativos da TV Câmara e TV Senado disponíveis, por exemplo, o usuário poderia simplesmente não os instalar.

Outro elemento que acrescenta complexidade para a análise de cenários que a Anatel terá que fazer após a coleta e subsídios sobre a oferta de canais pela Internet, que se encerra no dia 15 de agosto, é em relação aos canais das redes abertas de TV. Aos usuários de TV por assinatura, estes canais passaram a comercializados após a digitalização dos sinais e fim das transmissões analógicas. Mas eles também estão disponíveis para recepção aberta, por streaming em outras plataformas (como o GloboPlay e o PlayPlus, além dos sites das próprias emissoras), de graça.

E na semana passada foi anunciado o aplicativo Guigo TV, que inclui canais esportivos, canais infantis, canais eróticos, canais étnicos e canais abertos, todos lineares, que são comercializados por operadoras de TV por assinatura tradicionais. Entre os canais ofertados pela Guigo TV estão ESPN, Disney, Disney XD, Disney Junior, TV Rá Tim Bum, Band, TV Cultura, Kartoon Circus, TV Cartoon, Al Araby (Inglaterra), Bloomberg (EUA), RAI (Itália), TV5 Monde (França), Deutsche Welle (Alemanha), BBC World News (Inglaterra), SexPrive, FashionTV, Global Fashion Channel e os exclusivos Al Jazeera (Catar), Las Estrellas (México), TLN Network (México), TV Azteca (México), RCN (Colômbia) e Trace (França).

Existem ainda dezenas de canais que já oferecem seus conteúdos no modelo on-demand pela Internet, alguns com assinatura direta ao consumidor. nenhum destes casos foi contestado pela Claro, nem são objeto de preocupação da Anatel. A agência apontou apenas a linearidade de canais nativos da TV por assinatura como razão para impor a cautelar à Fox impedindo a oferta direta ao assinante.

Evento

Nos dias 30 e 31 de julho este noticiário organiza em São Paulo o PAYTV Forum 2019, evento voltado ao debate dos temas de TV por assinatura. Todas as operadoras de telecomunicações e os principais canais estarão presentes ao evento, e haverá ainda um debate com a Anatel sobre as questões regulatórias que estão colocadas. A Ancine também participa do encontro. Mais informações sobre o evento, incluindo a relação de participantes, temas e condições de inscrições podem ser obtidas pelo site http://www.paytvforum.com.br.

(Colaboraram Bruno do Amaral, Fernando Lauterjung, Henrique Julião e Mariana Toledo)

NET X INTERNET

Publico a seguir a nota de repúdio conjunto, emitida pela ABERT e pela ABRATEL contra a atitude da ANATEL que proibiu a exibição do canal FOX+ na internet.

Sugiro também que leiam o texto explicativo deste blog após a Nota de Repúdio.

“NOTA DE REPÚDIO

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABRATEL) consideram inadmissível a concessão de medida cautelar pela área técnica da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que proibiu a FOX do Brasil de oferecer a sua programação diretamente pela internet, de forma paga, sem a contratação de um pacote de TV por assinatura. Para a Anatel, quando se tratar de mesma programação, somente assinantes de TV fechada podem ter acesso ao conteúdo oferecido na internet.

 Diante da complexidade da discussão e “da existência de razoável dúvida jurídica sobre o grau de alcance da Lei nº 12.485/2011” (“Lei do SeAC”), como afirma a própria Anatel, é injustificável a adoção de medida cautelar sem qualquer análise da Procuradoria Federal Especializada e do próprio Conselho Diretor da Agência.

 É princípio básico que decisões cautelares desta natureza sejam tomadas somente com fortes evidências, por seu colegiado, e não em meio a uma dúvida jurídica publicamente assumida pela Agência, sobretudo quando reconhece a necessidade de realização de consulta pública para aprofundar a discussão junto à sociedade.

 A decisão representa um claro retrocesso no direito do consumidor à oferta de conteúdos e pacotes variados a preços competitivos. Representa, ainda, violação à livre iniciativa e concorrência, à liberdade econômica e à inovação tecnológica, sem qualquer preocupação com as consequências para o mercado, afetando diretamente os usuários de internet. Trata-se de descabida, inaceitável e ilegal intervenção estatal no exercício das atividades econômicas.

 Mais do que isso, a decisão contraria frontalmente a visão do governo, refletida na Medida Provisória 881/2019 (Declaração de Direitos de Liberdade Econômica), que rechaça o abuso de poder regulatório que promova reserva de mercado ao favorecer grupo econômico em detrimento da concorrência, exceto no caso de previsão explícita em lei. A prova da falta de tal previsão está justamente na reconhecida dúvida da área técnica da Anatel sobre o tema. A Liberdade Econômica condena a intervenção do Estado sobre a atividade econômica, em especial na esfera de inovação tecnológica.

 Para as duas associações, a área técnica da Anatel erra ao estender a aplicação da Lei do SeAC para o ambiente da internet pública, que não pertence à referida lei, restringindo o livre acesso à informação, conteúdo e aplicativo, em evidente afronta ao princípio da neutralidade de rede do Marco Civil da Internet. A oferta de conteúdo linear programado ou não pela internet, mediante remuneração, corresponde a clássico Serviço de Valor Adicionado (SVA), fora das atribuições do órgão regulador.

 Na prática, a cautelar imposta pela área técnica criou uma autenticação tecnicamente injustificável, que implica em verdadeira reserva de mercado para operadoras de televisão por assinatura serem artificialmente contratadas apenas para validar o acesso dos consumidores a conteúdos na internet.

 A decisão, por fim, extrapola competência, também, ao interferir no livre acesso ao conteúdo online e justificar tal medida como necessária para proteção à produção de conteúdo audiovisual nacional, matéria sabidamente de atribuição da Agência Nacional do Cinema (ANCINE).

 Os radiodifusores são produtores de conteúdo e devem estar livres para adotar modelos de negócios condizentes com as evoluções tecnológicas.

 A ABERT e a ABRATEL irão recorrer da decisão e confiam que os diretores da Anatel irão apreciar e revogar a medida cautelar para o pronto restabelecimento da segurança jurídica, a garantia da ordem econômica e o respeito à legalidade.”

“O Brasil não é para principiantes”. 

Não me lembro que foi o autor desta frase, mas ela é verdadeira e as consequências para quem a ignora são ruins e criam muita insegurança.

O mais recente caso foi da FOX+, que replicou na Internet a sua programação exibida pela NET.

A CLARO/NET fez uma denúncia baseada na Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAc) e a FOX+ foi obrigada liminarmente , pela ANATEL a retirar o conteúdo da Internet sob pena diária de R$100.000,00.

Mas a FOX+ estava amparada pelo Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) e pela lei que criou o Serviços de Valor Agregado (SVA) que regula a exibição de conteúdo na Internet e os serviços OTT em que o assinante acessa diretamente o conteúdo na Internet sem necessidade de nenhum aparelho adicional (NETFLIX, GOOGLE, AMAZON, GLOBOPLAY, etc).

Interesses comerciais a parte, a legislação brasileira tem que acabar com esse emaranhado de leis e de regulamentos, muitas das vezes conflitantes, para deixar de ser um país de “espertalhões”.

HDR – O QUE SIGNIFICA

Se você tem ido aos Shoppings recentemente para comprar uma TV, provavelmente notou que os fabricantes pararam de anunciar as TVs 4K Ultra HD como a novidade. Hoje em dia, tudo gira em torno do HDR – High Dynamic Range (alto alcance dinâmico). Este é apenas mais um termo de marketing inteligente para fazer você se sentir como se sua TV estivesse desatualizada? Em uma palavra: Não.

Embora a resolução mais alta de uma TV 4K Ultra HD ofereça mais pixels, uma TV HDR pode fazer mais com esses pixels. Mas o que é TV HDR?

HDR ou faixa dinâmica alta pode fornecer um nível mais alto de contraste entre imagens claras e escuras na tela para criar uma imagem muito mais realista. Isso pode não parecer muito no papel, mas, na realidade, pode ser muito significativo. Na verdade, tudo o que precisamos é ver o aumento de contraste e profundidade de cor da TV HDR de uma pessoa para perceber que ela representa um salto dramático em relação à 4K antiga.

HDR: O BÁSICO

O contraste é a diferença entre os brancos mais brilhantes e os pretos mais escuros que uma TV pode exibir, conforme medido em candelas por metro quadrado (cd/m2), conhecido como nits. O ideal low end é completamente preto, ou zero nits – atualmente só é possível em displays OLED, o que pode desligar completamente os pixels. No topo, é uma história diferente. As TVs de faixa dinâmica padrão geralmente produzem de 300 a 500 nits no máximo, mas, em geral, as TVs HDR têm um objetivo muito maior. Alguns modelos de alto nível podem exibir mais de 2.000 nits de brilho máximo para realces de HDR. A Sony exibiu um protótipo de TV capaz de impressionar 10.000 nits de brilho máximo.

Em abril de 2016, a Aliança UHD – um grupo da indústria formado por empresas como Samsung, LG, Sony, Panasonic, Dolby e muitos outros – anunciou a certificação Ultra HD Premium para players de Blu-ray UHD. Esse benchmark define algumas metas básicas para o HDR, como a capacidade de exibir até 1.000 nits de brilho máximo e uma profundidade de cor mínima de 10 bits. Os melhores modelos de TV HDR não apenas atenderão a esses padrões, mas os excederão, com suporte para mais de uma tecnologia HDR principal. À medida que a tecnologia avança, vemos as TVs excederem esses padrões iniciais aos trancos e barrancos.

Um aspecto interessante da certificação UHD Premium é que ela se concentra na diferença entre os brancos mais brilhantes e os pretos mais escuros, e não no brilho máximo real. Em outras palavras, se sua TV pode gerar um nível de preto quase perfeito (como o OLED pode fazer), ela não precisa ficar tão brilhante quanto uma TV que não pode oferecer pretos perfeitos. É por isso que tanto os televisores OLED como os LED podem satisfazer os requisitos HDR, apesar de terem um brilho de pico muito diferente.

Embora existam vários formatos HDR, existem atualmente dois grandes players: o formato Dolby Vision proprietário da Dolby e o padrão aberto HDR10. Dolby foi a primeira a participar da festa e, por um curto período, a Dolby Vision era essencialmente sinônimo de HDR, mas nem todo fabricante queria jogar pelas regras da Dolby (ou pagar suas taxas), e muitos começaram a trabalhar em suas próprias alternativas. As empresas rapidamente perceberam que isso poderia levar à loucura, e muitos fabricantes populares, incluindo LG, Samsung, Sharp, Sony e Vizio, acabaram concordando com o padrão aberto HDR10. Ambos os formatos atendem aos padrões da UHD Alliance mencionados acima, mas a maneira como eles o fazem varia muito.

HDR10

Embora a Dolby Vision possa ter sido a primeira, o HDR10 é atualmente o formato mais popular, apoiado por uma ampla gama de fabricantes de TV. O formato não é tecnologicamente tão avançado quanto as especificações teóricas da Dolby Vision, mas também não há a maioria das TVs habilitadas para Dolby Vision que você pode comprar no momento.

O padrão HDR10 foi codificado pela Consumer Technology Association, o mesmo grupo por trás da Consumer Electronics Show anual. A especificação atualmente usa profundidade de cor de 10 bits, enquanto o Dolby Vision usa 12 bits. Ambas oferecem milhões de cores por pixel, e a diferença será difícil de detectar, dependendo de como um determinado filme ou programa de TV é iluminado. Como um dos objetivos do HDR é oferecer um maior volume de cores, uma profundidade de cor maior é desejável e uma iluminação com LEDs de largo espectro é fundamental.

Pelo menos na teoria, mas mesmo a profundidade de cor de 10 bits é um avanço maior em relação à profundidade de cor de 8 bits usada na faixa dinâmica padrão TVs.

Embora o HDR10 seja mais seguro do que o Dolby Vision, também é mais viável para os fabricantes implementarem no momento.

Tanto o HDR10 quanto o Dolby Vision usam metadados que percorrem o sinal de vídeo por um cabo HDMI e permitem que o vídeo de origem indique a uma TV como exibir cores. O HDR10 usa uma abordagem bastante simples, enviando metadados uma vez no início de um vídeo. Isso é o suficiente para dizer essencialmente à TV: “Este vídeo é codificado usando HDR e você deve tratá-lo dessa maneira”. Mas, como mostraremos mais adiante, a Dolby Vision tem uma abordagem mais completa.

Embora o HDR10 seja mais seguro do que o Dolby Vision quando se trata de tecnologia, também é mais viável para os fabricantes de TV implementarem no momento, tornando-se o mais popular dos dois formatos. Além disso, o HDR10 é um padrão aberto – os fabricantes de TV podem implementá-lo gratuitamente. Também é recomendado pela Aliança UHD, que geralmente prefere padrões abertos a formatos proprietários.

 

HDR10+

Depois, há a questão do HDR10 +, que a Samsung e a Amazon anunciaram em abril de 2017. O HDR10+ funciona muito mais como o Dolby Vision, usando metadados dinâmicos que permitem que TVs ajustem o brilho cena por cena ou até mesmo quadro a quadro. Uma maneira de diferenciar do Dolby Vision é a profundidade de bits de cor, que, como o HDR10, é limitada a uma profundidade de cor de 10 bits. Isso pode, eventualmente, limitar sua longevidade, mas não importará no curto prazo devido a limitações de hardware e conteúdo. A Samsung está tão otimista quanto ao formato que a empresa adicionou o suporte a HDR10+ em todas as suas TVs QLED em 2018 e continua a suportar o formato em suas novas TVs. Apenas duas outras empresas prometeram suporte ao HDR10+ até agora: ele está disponível na linha 4K OLED da Panasonic (não disponível nos Estados Unidos) e no início de 2019 a Philips anunciou que algumas de suas novas TVs (algumas das quais serão vendidas nos EUA) suporte a todos os padrões HDR existentes, incluindo HDR10+.

 

VISÃO DA DOLBY

Embora o HDR10 seja atualmente suportado por mais TVs, isso pode nem sempre ser o caso. Em termos de puro poder tecnológico, a Dolby Vision tem uma clara vantagem, mesmo com as TVs atuais. Conforme mencionado acima, a superioridade da Dolby Vision pode se tornar ainda mais aparente no futuro.

O suporte da Dolby Vision à profundidade de cor de 12 bits, ao contrário da profundidade de cor de 10 bits suportada por HDR10 e HDR10+, pode permitir cores mais vibrantes e melhor precisão de cores. O Dolby Vision também possui maior brilho teórico – atualmente, o HDR10 atinge o máximo de 4.000 nits (embora a maior parte do conteúdo seja apenas masterizado para 1.000 nits), enquanto o Dolby Vision é projetado para suportar até 10.000 nits de brilho máximo. Embora a maioria das TVs no mercado não chegue perto de lidar com algo tão brilhante, as mudanças estão chegando lentamente. A mais recente QLED TV da Vizio pode produzir quase 3.000 nits de pico de brilho, e a tecnologia de exibição MicroLED da Samsung é capaz de atingir os 10.000 nits que a Dolby Vision suporta. Isso torna a Dolby Vision preparada para fornecer mais informações de brilho quando as TVs e o conteúdo inevitavelmente se atualizam.

Brilho e profundidade de cor não são as únicas áreas em que a Dolby Vision tem uma vantagem teórica sobre o HDR10. Conforme mencionado acima, enquanto o HDR10 transmite apenas metadados estáticos (quando um vídeo começa a ser reproduzido), o Dolby Vision usa metadados dinâmicos, que podem variar por cena ou até mesmo por quadro. O HDR10+ fecha a lacuna aqui, enviando informações de metadados com mais frequência, mas a Dolby Vision ainda oferece algumas vantagens.

O HDR10 pode atualmente ser melhor suportado, tanto em termos de TVs quanto de conteúdo, mas a Dolby está trabalhando duro para tentar mudar isso.

A especificação Dolby Vision permite que sua TV forneça dados sobre as telas que foram usadas para dominar a cena (no laboratório de edição em um estúdio) e pode automaticamente explicar as diferenças entre sua TV e o equipamento usado pelos profissionais. Isso leva a uma imagem que é automaticamente adaptada às capacidades de sua exibição individual.

Quando se trata de conectar hardware externo, enquanto o Dolby Vision pode ser fornecido via HDMI 1.4, o HDR10+ requer o HDMI 2.0, de acordo com o Assistente de Gerenciamento Geral da Panasonic, por Flat Panels HD. Em outras palavras, sua TV precisará de uma entrada HDMI mais recente para acessar o HDR10+ a partir de dispositivos de hardware, mas não precisará, como se pensava anteriormente, do novo formato HDMI 2.1.

Inicialmente, a Dolby Vision precisava de hardware dedicado para funcionar, o que significa que não poderia ser adicionado posteriormente através de uma atualização de firmware, mas que mudou em fevereiro de 2017, quando a empresa disponibilizou a Dolby Vision como uma solução de software, ou seja, fabricantes de hardware – incluindo TV e Ultra. Fabricantes de HD Blu-ray – poderiam adicionar suporte mais tarde. Como tal, existem agora leitores de Blu-ray Ultra HD disponíveis que suportam tanto o HDR10 como o Dolby Vision, e algumas empresas atualizaram unidades existentes com atualizações de firmware adicionando suporte ao Dolby Vision.

Mais fabricantes de TV começaram também a apoiar a Dolby Vision. No começo, apenas a Vizio e a LG vendiam TVs com Dolby Vision e HDR10. Desde então, vários fabricantes – incluindo Sony, Hisense e TCL – criaram modelos que suportam ambos.

A disponibilidade do HDR10+ como um padrão aberto pode, eventualmente, desacelerar a taxa de adoção do Dolby Vision, mas pelo menos por enquanto, cada vez mais TVs estão suportando a tecnologia da Dolby.

OUTROS COMPETIDORES

Dolby Vision e HDR10 (e, em menor medida, HDR10+) são atualmente vistos como os dois maiores players de HDR, mas existem outras empresas trabalhando em suas próprias soluções HDR. Dois outros formatos emergentes pretendem tornar a compatibilidade retroativa com o intervalo dinâmico padrão um foco importante.

O Hybrid Log Gamma (HLG) é um formato nascido de uma parceria entre a BBC e a emissora japonesa NHK, desenvolvido com ênfase na transmissão ao vivo, embora também possa ser usado para conteúdo pré-gravado. Ao contrário do HDR10 e do Dolby Vision, o HLG não usa metadados, o que poderia, de fato, funcionar de alguma forma, dependendo de como os fabricantes de TV o implementam.

A Technicolor foi um dos primeiros participantes do HDR e, na CES 2016, a empresa anunciou uma parceria com a Philips para criar um novo formato. Como o HLG, este formato pretende ser retrocompatível com os displays SDR, o que as empresas disseram em um comunicado à imprensa “simplificará as implantações de HDR para distribuidores, que poderão enviar um sinal para todos os seus clientes, independentemente de qual TV eles têm . ”Na CES 2018, a Philips anunciou que suas TVs 2019 suportariam Technicolor HDR e o padrão de transmissão ATSC 3.0.

Então, o que nós assistimos?

Mesmo que sua TV tenha o melhor e mais recente suporte a HDR, reprodução em cores e tecnologia 4K UHD, muito do que você assiste não conseguirá aproveitar toda essa grandiosidade. O conteúdo HDR é atualmente ainda mais limitado que o 4K, mas Hollywood (claro) está trabalhando para remediar isso. Abaixo estão as maneiras mais fáceis de obter sua correção de HDR.

Blu-ray Ultra HD

Oferecendo o método de entrega da mais alta qualidade para uma experiência HDR de primeira linha em casa, o UHD Blu-ray permite resolução 4K UHD, HDR e expansão de cor, juntamente com codecs de som surround revolucionários como Dolby Atmos e DTS: X. A atualização do formato HDMI 2.0a baseou-se principalmente em limpar o caminho para dispositivos HDR, incluindo novos players de Blu-ray e outros dispositivos set-top.

Os lançamentos em Blu-ray Ultra HD com HDR se tornaram o novo padrão, e o HDR10 é atualmente o líder, embora a Dolby Vision esteja trabalhando muito para alcançá-los. Quais discos fazem melhor o HDR? Confira nossas escolhas para os melhores lançamentos de 4K UHD Blu-Ray.

 

Netflix

Provavelmente não é surpresa que a Netflix tenha sido uma das primeiras empresas a anunciar o suporte a HDR. Seu primeiro título de HDR, Marco Polo, foi acompanhado por vários outros originais da Netflix, como Altered Carbon. Também incluiu a agora cancelada série da Marvel, Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage, bem como filmes originais como The Do-Over e The Ridiculous Six. Os títulos HDR da Netflix estão atualmente disponíveis em HDR10 e/ou Dolby Vision.

 

Amazon

A Amazon também anunciou o suporte a HDR bastante cedo. Vários filmes HDR estão disponíveis no Amazon Prime Video, juntamente com muitas de suas séries originais, incluindo Jack Ryan (em Dolby Vision), Man in the High Castle, Transparente, Mozart in the Jungle e The Marvelous Mrs. Maisel. É provável que a maioria, se não toda a programação original futura da Amazon, também esteja disponível em HDR.

A Amazon inicialmente apenas suportou HDR10, mas em junho de 2016 a empresa adicionou suporte para Dolby Vision. Na época, a empresa disse que mais títulos estavam disponíveis no HDR10, com um subconjunto disponível no Dolby Vision, mas acrescentou mais de 100 horas de conteúdo HDR em ambos os formatos até o final de 2016.

Em dezembro de 2017, a Amazon adicionou mais de 100 títulos no formato HDR10+, incluindo séries como The Man in the High Castle, The Tick e The Grand Tour. A empresa planeja continuar adicionando mais títulos no HDR10+ no futuro.

 

iTunes

Juntamente com o lançamento de 2017 da Apple TV 4K, a iTunes Store foi atualizada para oferecer filmes e programas de TV em HDR. Ambos os títulos HDR10 e Dolby Vision estão disponíveis, com um prático ícone indicando quais filmes usam o formato.

Uma vantagem para aqueles que estão arraigados no ecossistema da Apple é que os títulos qualificados que você já possui são automaticamente atualizados para a versão HDR, então você não precisa comprar um filme ou programa de TV duas vezes. Se você é um fã da Apple que acabou de comprar uma nova TV 4K HDR e uma Apple TV 4K, essa pode ser uma ótima maneira de mostrá-las sem gastar mais dinheiro.

 

Google Play Filmes e TV

O Google Play também adicionou filmes HDR e programas de TV em 2017. Ao contrário da oferta da Apple, a Dolby Vision estava ausente no lançamento, apesar do Chromecast Ultra do Google apoiar a tecnologia. O Google prometeu que a Dolby Vision estava chegando, mas até agora apenas títulos HDR10 estão disponíveis. No momento, assistir conteúdo HDR do Google Play é compatível apenas com o Chromecast Ultra e as smart TVs da Samsung, mas também funciona com alguns decodificadores, como o Nvidia’s Shield TV, se você transmitir o conteúdo HDR de um dispositivo Android ou iOS .

Inicialmente, o Google fez parceria com empresas como Sony Pictures e Warner Brothers para suas ofertas, com mais filmes e programas de TV a serem exibidos. Infelizmente, a interface do Google não é tão direta quanto a da Apple em termos de sinalização de filmes e programas de TV HDR, então você precisa fazer uma pequena pesquisa.

 

Vudu

Um dos primeiros fornecedores de programação 4K, o Vudu também ofereceu rapidamente suporte a HDR. O serviço tem uma das maiores bibliotecas de filmes 4K e programas de TV disponíveis para locação ou compra, muitos com HDR, bem como som surround Dolby Atmos.

Por algum tempo, as ofertas de HDR da Vudu estavam disponíveis apenas na Dolby Vision. Em novembro de 2017, a empresa anunciou o suporte completo ao HDR10, disponibilizando sua biblioteca de títulos HDR em uma variedade muito maior de dispositivos.

FandangoNow

Como o Vudu, o FandangoNow oferece filmes e programas de TV para aluguel ou compra em 4K, com alguns também disponíveis em HDR. Também como o Vudu, a biblioteca de filmes HDR e programas de TV do FandangoNow é disponibilizada em HDR10. O FandangoNow também é útil para proprietários de TV HDR, pois lista todos os filmes disponíveis em HDR em uma seção dedicada de seu site.

Youtube

Não compartilha muito em comum com os serviços acima, mas o YouTube transmite em HDR. Assim como o Google Play Filmes e TV, o YouTube atualmente suporta apenas streaming em HDR10. O Google não falou muito sobre se o YouTube apoiará a Dolby Vision.

Em termos de conteúdo, há muitos vídeos mostrando o poder do HDR – há até mesmo um canal HDR dedicado. Isso é ótimo para exibir sua TV e, mais adiante, temos certeza de que haverá mais conteúdo fazendo uso dela. Por enquanto, é principalmente uma novidade divertida.

 

O que sobre os video games?

Enquanto a maioria dos guias se concentra em experiências de visualização passiva para HDR, os consoles de jogos são uma parte importante da discussão. Com o PlayStation 4 Pro, o Xbox One S e o Xbox One X, a Sony e a Microsoft colocaram os seus chapéus no anel HDR, mas pode ser muito mais complicado aceder a todas as qualidades brilhantes do que seria de esperar.

 

CONCLUSÃO

O HDR é muito mais complexo que apenas três pequenas palavras. Mas também é uma tecnologia muito interessante que nos levará ainda mais fundo aos espetaculares filmes e séries de TV que adoramos assistir, criando imagens mais realistas do que nunca. Se você está se perguntando se a próxima TV que você comprar deve ser compatível com HDR, nossa resposta é sim, embora tenhamos cuidado para garantir que a TV também ofereça o brilho máximo em níveis capazes de gerar HDR pop.

O HDR é a atualização mais significativa para a experiência de visualização de vídeos caseiros desde o salto até a alta definição, e é definitivamente o núcleo do futuro da televisão..

Nosso estado e nossa cidade: há solução

Nosso estado e nossa cidade: há solução
Altos impostos encarecem tudo e fazem com que tenhamos menos dinheiro para consumir e poupar

Paulo Areas 24/04/2019 – oglobo.globo.com


Há décadas o estado e a cidade do Rio de Janeiro estão em decadência que foi agravada. Em 2015 e 2016, foram fechadas 420 mil vagas de trabalho no estado, o maior número do país. No ano passado, foram criadas 29 mil vagas formais em Belo
Horizonte, 17 mil em Brasília e 14 mil em Curitiba — cidades com populações menores que a do Rio. E aqui? 700 vagas.
O secretário de Fazenda do estado disse que a única saída é “crescimento significativo do estado”, mas nada é feito para isso, no estado ou na cidade.
Por que a decadência? Más gestões estaduais e municipais, alto gasto público, grande criminalidade e o principal: sempre tivemos os maiores impostos do país, no estado e na cidade e muitos foram aumentados recentemente machucando o doente.
Se a padaria da sua rua começa a vender pão mais caro que padarias próximas, irá vender menos quantidade, o faturamento cairá, demitirá funcionários e irá falir. Mas se a padaria começa a vender mais barato, venderá mais, faturará mais e aumentará o número de funcionários. Isto é real: uma padaria começou a vender barato e gerou a
rede Habib ́s de fast food.
Os altos impostos tudo encarecem e fazem com que tenhamos menos dinheiro para consumir e poupar. Só os impostos sobre energia, combustíveis e telecomunicação são 40% maiores que em Saõ Paulo. A maior parte da receita estadual e municipal é gasta com o funcionalismo — e comerão toda a receita se nada for feito — turbinado por falta de gestão (o que mais impressionou o general que interveio na segurança do RJ foi a
desordem gerencial). O caminho é enxugar custos com pessoal — o que é permitido na situação que estamos — bem administrar, melhorar a segurança e o mais fácil e rápido: baixar agressivamente todos os impostos, sem preferências, o que gerará maior atividade econômica e maior arrecadação.
É loucura? Não, pois os países desenvolvidos tiveram estagnação quando cobraram altos impostos e sempre ocorre aumento de arrecadação após forte redução de
impostos. Nos EUA, nas quatro vezes em que impostos federais foram reduzidos, inclusive na era Kennedy, a arrecadação subiu. Já a saudável disputa tributária entre os estados americanos — aqui maliciosamente apelidada de guerra fiscal — faz com que estados com menores impostos cresçam mais, até em população, pois recebem gente que foge dos estados caros, como ocorre no Rio há tempos. Tudo isso vem sendo bem documentado nos EUA há 50 anos (www.alec.org). Há melhoria para todos: governos, empresas e pessoas de todas as classes.
O trágico é que aqui, nossos “especialistas” agem mal na hora de calcular o impacto da redução de impostos, pois não consideram maior atividade econômica e o aumento de arrecadação. Menos imposto barateia os produtos e serviços, o que aumenta o consumo, ou a lei da oferta e procura é mentira?
O caminho é manter tudo como está e rezar para o petróleo subir? Não, pois mais de
70% da receita estadual não são relacionados a petróleo, e na famosa maldição do óleo nem a Noruega é exceção — com população 67% menor que em nosso estado, já era desenvolvida antes de explorar petróleo.
Não há empregos, e vem a pergunta lógica: por que um empresário contratará pessoas abrindo um novo negócio, ou se expandindo, se altos impostos tiram dinheiro do bolso

de todos (do dele inclusive)? Basta se instalar em estado vizinho, gastar menos e vender para consumidores com mais dinheiro — porque lá impostos são menores.
Só há este caminho, ou acham que as pessoas gostam de gastar com impostos?
Paulo Areas é empresário

Flamengo desbanca gigantes europeus e quebra recorde mundial de audiência no Facebook

Transmissão da partida contra o San José-BOL chegou a 1 milhão de espectadores.

Rio – A goleada por 6 a 1 do Flamengo sobre o San José-BOL, na última quarta-feira, no Maracanã, registrou recorde mundial de audiência no Facebook.

O recorde anterior pertencia ao duelo decisivo entre PSG x Manchester United, pelo jogo de volta das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa. Pouco mais de 860 mil usuários chegaram a acompanhar o jogo em tempo real. Vale lembrar que os duelos do torneio europeu exibidos pelo Facebook Watch contam com equipes de transmissão do Esporte Interativo.

Já as partidas de Libertadores, sempre transmitidas às quintas-feiras, contam com equipe do FOX Sports. O duelo entre Flamengo x San José teve a narração de João Guilherme e comentários de Eugênio Leal.

O acordo entre Conmebol e Facebook prevê a transmissão de 17 jogos durante a fase de grupos da Libertadores.

NAB 2019: The cloud gets crowded

É um trocadilho inevitável – A nuvem está lotada.

A nuvem permite ganhos revolucionários em velocidade, flexibilidade e colaboração, com a indústria acelerando a implantação de fluxos de trabalho com o Google, a Microsoft e a Amazon. Por isso, não é de admirar que a NAB tenha sido inundada por novos lançamentos baseados na tecnologia de nuvem

Coisa Mais Linda

Excelente a série que estreiou esta semana na Netflix: “Coisa mais linda”. Dirigida pelo trio Caito Ortiz (O Roubo da Taça), Hugo Prata (Elis) e Julia Rezende (Meu Passado Me Condena), Coisa Mais Linda terá sete episódios. Memorável trabalho de produção, cenografia e iluminação.

Comprar Carro Elétrico – Cuidado com a Tecnologia

Parece claro que o carro elétrico é o principal vetor do avanço tecnológico para as baterias. Mas que tipo de bateria?

Os automóveis ficaram estacionados desde 1910. O produto do Henry Ford fazia 8 km com um litro de gasolina. Os veículos atuais, um século depois, não mudaram grande coisas.

Mas parece que depois de hibernar por tanto tempo as mudanças tecnológicas estão acelerando. O carro elétrico com baterias de lítio, que ainda nem bem iniciou sua era, deverá desaparecer antes de atingir 5% dos usuários. As fuel cells, baterias de hidrogênio deverão substituir as células de lítio.

Mas as Células Combustível, que utilizam hidrogênio para produzir eletricidade, não são exatamente uma novidade, apenas ficaram viáveis recentemente. Em termos ecológicos é a menos poluente, seu resíduo é vapor d’água. Mas em termos estratégicos é onde reside sua principal vantagem. O hidrogênio é o elemento mais simples e mais abundante no universo o que o torna mais econômico e mais seguro politicamente.

Em 2017 foram comercializados 6500 veículos elétricos com células combustível – FCEVs. Três novos modelos foram lançados: o Honda Clarity, Toyota Mirai e o ix35 FCEV da Hyundai. Todos os modelos apresentaram mais de 60% tank-to-wheel efficiency. Bastante superior aos 22% de eficiência dos veículos à Diesel.

A autonomia média de um FCEV é de 600 km e pode ser abastecido em 5 minutos. Em uma viagem, no final de 2018, de San Diego para Sacramento, usando um Nexo 2019 da Hyundai, o custo com hidrogênio foi de um pouco mais de US$0.33/km.

O Programa de Tecnologia Fuel cell do Departamento de Energia do governo dos USA afirmou em 2011 que os FCEV atingiram eficiência energética de 53-59% e a durabilidade é superior a 120.000 km com menos de 10% de degradação. Isso parece um sonho se comparado com os 15% de eficiência dos motores à gasolina.

Os sistemas portáteis de células de combustível são geralmente classificados como pesando menos de 10 kg e fornecendo potência inferior a 5 kW. O tamanho potencial do mercado para células de combustível menores é bastante grande, com uma taxa de crescimento potencial de até 40% ao ano e um tamanho de mercado de cerca de US $ 10 bilhões, levando uma grande quantidade de pesquisas dedicadas ao desenvolvimento de células de energia portáteis. Dentro deste mercado, dois grupos foram identificados. O primeiro é o mercado das micro células combustível (microfuel cells), na faixa de 1-50 W, para dispositivos eletrônicos menores. A segunda é a gama de geradores de 1-5 kW para geração de energia em larga escala (por exemplo, postos avançados militares, campos de petróleo remotos).

As micro células de combustível são principalmente destinadas a penetrar no mercado de telefones, laptops e em produção de audiovisuais. Isso pode ser atribuído principalmente à densidade de energia vantajosa fornecida pelas células de combustível sobre uma bateria de íons de lítio, para todo o sistema. Para uma bateria, este sistema inclui o carregador e a própria bateria. Para a célula de combustível, este sistema incluiria a célula, o combustível necessário e os acessórios periféricos. Levando em conta o sistema completo, as células de combustível mostraram fornecer 530 Wh / kg, em comparação com 44 Wh / kg para as baterias de íons de lítio. No entanto, embora o peso dos sistemas de células de combustível ofereça uma vantagem distinta, os custos atuais não estão a favor deles. enquanto um sistema de bateria geralmente custa cerca de US $ 1,20 por Wh, os sistemas de célula de combustível custam cerca de US $ 5 por Wh, colocando-as, por enquanto, em uma desvantagem significativa.

Lítio e Cobalto os Principais Ingredientes de Baterias – Preços em Queda

Por Amrith Ramkumar …… WSJ Feb 16th

Piscinas de salmoura de uma mina de lítio no Chile. Como os investidores se concentraram em metais usados ​​em smartphones e carros elétricos, incluindo lítio e cobalto, as mineradoras impulsionaram a produção – contribuindo para uma queda nos preços Ivan Alvarado/Reuters

Os investidores que se amontoaram em carros elétricos parecem não conseguir uma pausa. Os mercados de ações para petróleo bruto tiveram um retorno em 2019, após um período tumultuado no final do ano passado. Mas o cobalto e o lítio – metais essenciais para a fabricação das baterias recarregáveis ​​usadas em veículos elétricos e smartphones – estão perdendo a recuperação de ativos de risco.

Os preços do cobalto caíram mais de 30% em 2019 para o nível mais baixo em dois anos, segundo dados da Fastmarkets, até 6 de fevereiro. Enquanto isso, um índice de preços de lítio publicado pela Benchmark Mineral Intelligence caiu pelo décimo mês consecutivo em Janeiro para um baixo multi-ano.

A queda em ambos os mercados é uma reversão a partir de 2017, quando os investidores elevaram os preços, já que previam que uma onda de demanda levaria à escassez de oferta. A recessão é o mais recente sinal de que os negócios antes quentes podem mudar rapidamente à medida que os principais participantes de um setor mudam seu comportamento de maneiras que os investidores não conseguem prever.

Os mineiros se apressaram em aproveitar a excitação em metais pesados, levando à produção estável das commodities, o que causou a queda dos preços em 2018.

A desaceleração do crescimento na China e a incerteza sobre as políticas de subsídio do país para veículos elétricos prejudicaram ainda mais o sentimento. A China é o ator dominante na cadeia de fornecimento de baterias para carros elétricos. Os preços dos metais das baterias caíram mesmo com as vendas globais de veículos elétricos subindo 64% em 2018 em relação ao ano anterior, embora a partir de uma base baixa, de acordo com o rastreador de dados EV-Volumes. Tanto os EUA quanto a China registraram aumentos de quase 80% no crescimento das vendas, embora os veículos elétricos respondessem por apenas 2% e 4% de seus mercados, respectivamente.

Ansiedade sobre as futuras taxas de adoção e incógnitas em torno da tecnologia de baterias continuam a pairar sobre o setor. “Os investidores querem certeza”, disse Chris Berry, fundador da House Mountain Partners LLC, um consultor de empresas e investidores de metais pesados ​​de Nova York. “Só vai levar algum tempo para que isso aconteça.” A queda nos preços do cobalto, em particular, pegou os investidores no contra-pé. Com o lítio, alguns investidores esperavam que o excesso de oferta arrefecesse o rali do metal, porque é relativamente abundante na América do Sul e na Austrália. Mas os observadores do mercado projetaram desafios de oferta na República Democrática do Congo para apoiar os preços do cobalto. O país responde por cerca de 70% da oferta global, e a incerteza geopolítica havia um fator que algumas apostas levariam a um déficit de oferta. Em vez disso, a produção de cobalto de empresas como a Glencore PLC e a China Molybde-num Co. foi robusta. Enquanto isso, a produção de pequenos mineradores também aumentava, com alguns de seus trabalhadores usando suas próprias mãos para extrair o metal sem equipamento de segurança adequado, de acordo com reportagens anteriores do The Wall Street Journal. A produção refinada de cobalto do Citigroup excederá a demanda este ano e anualmente até 2022. “Há muito suprimento extra vindo de todas as expansões do projeto na RDC”, disse George Heppel, analista da empresa de pesquisa de commodities CRU. “Tem sido uma montanha-russa nos últimos meses.” As ações de várias pequenas empresas e produtores de exploração de cobalto e lítio de capital aberto caíram 50% ou mais no ano passado. A First Cobalt Corp caiu 83%, enquanto Lithium Americas Corp caiu 57%. Os desafios enfrentados por players menos estabelecidos foram ilustrados na semana passada quando a Nemaska ​​Lithium Inc., uma pequena produtora de Quebec que garantiu um investimento de US $ 80 milhões do SoftBank Group Corp no ano passado, disse que precisa de US $ 283 milhões para terminar sua mina e atender as condições dos acordos com uma firma de private equity e seus credores. Esses acordos foram usados ​​para gerar fundos para o projeto de aproximadamente US $ 830 milhões. Em um sinal da rapidez com que o dinheiro chegou ao setor, o executivo-chefe da Nemaska, Guy Bourassa, disse em uma entrevista ao jornal no ano passado que nunca tinha ouvido falar da SoftBank antes que o conglomerado japonês investisse na Nemaska. Desde que a empresa anunciou o investimento da SoftBank, as ações da Nemaska ​​caíram mais de 75% para cerca de 25 centavos cada. Nemaska ​​não foi encontrado para comentar.